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Crítica do filme: 'Elena'

"Elena, sonhei com você essa noite." Falando sobre um dos sentimentos mais sinceros e profundos, Elena é mais do que um documentário família. O projeto dirigido pela cineasta Petra Costa é um retrato delicado sobre a saudade. A diretora revive memórias tristes e distantes de sua irmã, Elena Costa,  que cometeu suicídio na década de 80 nos Estados Unidos.

Com muitas cenas em Nova Iorque, a concha de recordação vai modelando o roteiro que varia entre depoimentos de Petra e o de sua mãe. Revivendo angústias, o medo da solidão, dificuldades de adaptação em um lar estrangeiro e memórias incompletas, somos transportados a todo o sofrimento daquela família, principalmente ao de Petra que possui um desejo escondido de um reencontro impossível.

Elena conheceu Coppola, dançou em muitos ritmos, se jogou na difícil carreira de atriz. Porém, como em toda vida, nem tudo era perfeito. Quando a solidão se une à desilusão percebemos a desistência de um coração triste. Elena vivia em conflito, completamente sem direção. As dificuldades da profissão foram aos poucos derrotando a jovem artista nos levando a um desfecho trágico que mais parece um desabafo profundo, uma necessidade constante de respirar.

Um documentário muito parecido com os filmes metafóricos de Mallick. Aperta o coração em alguns momentos e tenta comuflar a dor de forma bela. Busca que o público também encontre algum alívio para o que vê nas pequenas brechas da poesia. Reune o passado e o presente de forma inteligente mas longe de ser linear.

A trilha sonora é empolgante, joga o publico para dentro de todo aquele drama. Profundo e inesquecível, um documentário que beira ao espetacular. Você precisa conferir essa experiência. Bravo!

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