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Crítica do filme: 'Carrie, a Estranha' (2013)

Depois de cinco anos longe das telonas e tendo no currículo o excelente filme Meninos Não Choram (que deu o primeiro Oscar para a atriz Hilary Swank), a cineasta norte-americana Kimberly Peirce topou o desafio de recriar o universo de uma das histórias mais famosas de Stephen King, Carrie, a Estranha. Com pequenas adaptações para a nossa época, fato que já diferencia esse remake do seu original dirigido por Brian de Palma em 1976, e uma atuação convincente de Chloë Grace Moretz (Kics-Ass 2) essa nova releitura possui bons argumentos para convencer o público a partir do dia 06 de dezembro nos cinemas.

Na história, conhecemos Carrie White (Chloë Grace Moretz) uma jovem que entrou no colégio recentemente a pedido da justiça já que antes recebia apenas aulas em casa. Sua mãe Margaret White (Julianne Moore) é uma costureira e fanática religiosa que impõe uma severa disciplina de sua jovem filha. Certo dia, Carrie sofre um intenso bullying de sua classe dentro da banheiro e a partir deste fato vai descobrindo que possui poderes especiais que culminam no terrível dia de sua formatura na escola.

O conflito familiar na casa 47 é mostrado de forma intensa, com direito a agressões verbais e físicas. Carrie começa a bater de frente com sua mãe e a argumentar com eficácia, principalmente quando a personagem amadurece começando a estudar e entender melhor seus poderes. A questão é que ela ainda é jovem e confusa, tendo apenas como porto seguro e desabafo algumas conversas com sua professora de educação física, Ms. Desjardin (Judy Greer).

Chloë Grace Moretz volta a atuar bem em um remake. No ano de 2010, a jovem atriz norte americana de apenas 16 anos surpreendeu os cinéfilos com uma bela atuação na pele da vampira Abby, no suspense Deixe-me Entrar, baseado na fita sueca de Tomas Alfredson (O Espião Que Sabia Demais), Deixe Ela Entrar. Um dos pontos negativos é a atuação de Julianne Moore (Amor a Toda Prova) que exagera na composição de sua personagem mas não compromete a história.

Como qualquer remake, nem tudo é igualzinho ao original. Nesse caso, a essência da história é preservada, além de algumas cenas clássicas. Os efeitos especiais, detalhe que não tinha na fita original, são muito bem executados e acrescentam, sem exageros, bastante às sequências. Carrie, a Estranha 2013, é um bom filme de terror camuflado de suspense sobrenatural.  Pra quem gosta do gênero, deve agradar.


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