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Crítica do filme: 'Brooklyn'

O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda oportunidade. Depois de bons trabalhos em longas-metragens passados (como o ótimo Boy A), além de ter dirigido dois episódios da badalada série norte-americana True Detective, o cineasta irlandês John Crowley volta às telonas com uma trama bem água com açúcar que não deixa de ser uma homenagem aos milhares de imigrantes irlandeses que partiram para a America em busca de oportunidades e ajudaram a construir pontes, estradas e outros. O grande destaque de Brooklyn, vai mesmo para a competente interpretação de Saoirse Ronan que deve beliscar uma vaguinha na categoria Melhor Atriz (merecidamente) no próximo Oscar.

Na trama, baseada na obra homônima do escritor irlandês Colm Tóibín, acompanhamos a história de Eilis (Saoirse Ronan) uma jovem irlandesa que resolve, ajudada por sua irmã, ir tentar a vida no longíquo Estados Unidos da America. Chegando em terras norte americanas, Eilis passa por um médio período de transação e começa a enxergar toda sua vida de outra forma. Quando supera os momentos de transição, uma notícia sobre sua família na Irlanda faz com que ela tenha que voltar para a terra natal, isso fará com que Eilis tenha que fazer escolhas difíceis.

A América é uma experiência nova, Eilis não sabia o que esperar. Mesmo muito tímida, a jovem se sobressai nos Estados Unidos, consegue boas amizades com jovens que moram na pensão onde vive, financiada pela igreja (que bancou sua ida aos EUA) se forma em contabilidade na Universidade do Brooklyn e ainda arranja um namorado descendente de italiano.Há um desenvolvimento, até certo ponto, um pouco profundo da personagem principal em relação à maturidade.  Conseguimos enxergar essa transformação por conta da excelente atuação da atriz Saoirse Ronan, que conquista o público com muita leveza e sutileza já nas primeiras cenas.


Brooklyn ainda não tem data certa para estrear no nosso circuito mas tomara que tenha oportunidade. Por mais que não seja um filme profundo da maneira como podia ser, em relação à adaptação literária mesmo, é um projeto interessante que deve agradar quem curte finais felizes e histórias de amor e superação. 

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