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Crítica do filme: 'Elvis & Nixon'

Não é sobre dinheiro, não é sobre prestígio, não é sobre classe, é sobre ter uma identidade. Depois de dirigir o interessante longa metragem Amores Inversos, a cineasta Liza Johnson volta as telonas para mostrar uma história inusitada, e baseada em fatos reais, de um encontro entre o ex-presidente norte americano Richard Nixon e o ícone da música, o rei, Elvis Presley. Usando de diálogos bem humorados e um arco melhor que o outro, Elvis & Nixon é uma daquelas pérolas sensacionais que são lançadas no cinema e às vezes nem percebemos por conta do grande número de filmes que entram e saem das salas de cinema brasileiras. No papel principal, o do mito Elvis, o excelente Michael Shannon dá mais um show.

Na trama, acompanhamos alguns dias na vida da estrela do rock Elvis Presley (Michael Shannon) que de repente nutre um desejo gigante de conversar com o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (Kevin Spacey) sobre um assunto bastante peculiar: Elvis quer ser um agente infiltrado em determinados grupos e ajudar a polícia em determinados casos. Com a popularidade em baixa do presidente com os jovens, os assessores da casa branca Krogh (Colin Hanks) e Chapin (Evan Peters) aproveitam a oportunidade para tentar elevar o prestígio do presidente.

Acompanhamos essa surpreendente história sob a ótica de Elvis, talvez o rosto mais conhecido no mundo naquela época, tentava levar uma vida simples, sabendo que era praticamente um Deus por conta de todo o sucesso e exposição que tinha sua vida na imprensa. Mas Elvis era um ser humano um pouco esquisito, tinha uma mania de conseguir distintivos da polícia, andava bem armado e viajava de um lado ao outro buscando realizar seus objetivos longe da música.  O filme detalha bem essa excentricidade e mescla pequenas pausas dramáticas com momentos hilários, o Elvis de Shannon fisicamente talvez longe do original mas o jeito cativante que o Rei tinha está presente na interpretação deste Senhor ator. O relacionamento de amizade com seus amigos também preenchem bem lacunas deixadas pelas ações de Presley, destaque para a excelente atuação de Alex Pettyfer como Jerry.

Já, na outra parte da história, a parte de Nixon, os assessores Krogh e Chapin comandam a festa se metendo em situações inusitadas e complexas para tentar aumentar a popularidade do também excêntrico presidente Nixon, brilhantemente interpretado por Kevin Spacey. O legal da atuação de Spacey é quando vemos a perfeição nos trejeitos, o modo de andar e a expressão facial do ex-presidente muito evidentes.


Elvis & Nixon é muito mais uma comédia do que qualquer outra coisa. Explica bem na superfície uma parte da situação política da época e mostra também como o Sr. Elvis Presley era um tremendo enigma cheio de reações peculiares. Não deixem de assistir a esse filme, é diversão na certa!

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