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Crítica do filme: 'Imperium'

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo.  Mostrando bem a fundo os detalhes de grupos extremistas que se espalham pelos Estados Unidos a muito tempo, o primeiro trabalho com longas metragens do cineasta Daniel Ragussis é um thriller policial com muita ação e bem violento que busca discutir um dos temas mais polêmicos da sociedade norte americana. Com uma atuação bem interessante do esforçado ator britânico Daniel Radcliffe e um bom aproveitamento dos coadjuvantes no contexto do roteiro, Imperium é um filme que merece ser conferido.

Na trama, conhecemos o agente do FBI Nate Foster (Daniel Radcliffe), um jovem com muito comprometimento com sua profissão mas que não consegue se socializar direito com seus colegas de trabalho, vivendo muitas vezes sozinho seu cotidiano no escritório. Quando a agente Angela Zamparo (Toni Collette) começa a observá-lo, percebe que ele tem o perfil perfeito para um trabalho como agente disfarçado dentro de grupos extremistas neonazistas com o objetivo de investigar potenciais terroristas e atentados. Assim, Nate raspa a cabeça e começa a viver um cotidiano completamente diferente de tudo que já tinha visto.

O roteiro tem várias camadas que distanciam o clímax da trama de sua superfície. No arco introdutório, entendemos melhor quem é o Agente Nate Foster e como ele começa a trabalhar como policial disfarçado. No segundo arco vemos um curto e instantâneo período de transformação não só física mas psicológica do protagonista, nesse momento também cresce a atuação de Radcliffe. No terceiro ato em diante somos apresentados a várias camadas de grupos extremistas, suas rotinas e seus motivos para lutar pelo que lutam. O protagonista consegue ser o ponto de interseção que o roteiro precisa para que toda a trama ande de maneira que os fatos sejam detalhados e apresentados deixando o público pensar sobre cada situação que a história passa.


Imperium não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros, talvez porque nenhuma distribuidora daqui ainda o tenha descoberto.  Daniel Radcliffe com esse trabalho, mais uma vez, prova que é um ator com grande potencial que merece ser reconhecido pelos seus êxitos e não só porque interpretou o famoso bruxinho de óculos durante grande parte de sua infância/adolescência. 

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