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Crítica do filme: 'Câmara de Espelhos'

Qual a visão que temos sobre a mulher? Com passagens por alguns festivais de cinema pelo Brasil, o interessante documentário Câmara de Espelhos, dirigido pela cineasta recifense Dea Ferraz traz a tona, com um ambiente estilo buraco de fechadura, o pensamento masculino sobre as mulheres. Com um livre arbítrio instaurado, os pensamentos vão e vem nessa que podemos dizer ser uma grande experiência social que nos faz entender melhor como o mundo está pensando. É um choque, um debate, sobre a visão masculina em relação a assuntos tabus em nossa sociedade como o avanço no movimento feminista, o machismo e a maneira como se lutam por determinados direitos.

Nesse curioso relato que explica muito sobre nossa sociedade, diversos grupos de homens, de várias idades diferentes, se juntam em uma sala repleta de espelhos onde de vez em quando vídeos são mostrados, exatamente para iniciar os debates daqueles que estão ali. Uma espécie de big brother sem manipulação, comportamental exalando verdades de cada um e com relatos fortes sobre muitos assuntos que lemos, vemos e vivemos nos dias atuais.

As hipocrisias da vida são colocadas em cheque a todo instante. Uns falam mais, outros menos. Talvez por estarem entre homens, os convidados dessa experiência social se sentem mais a vontade. As definições de papéis que a sociedade impõe desde longos anos atrás também geram opiniões diferentes, além de citações baseadas em óticas religiosas, vídeo clipes com letras fortes, vulgarização do sexo e outros assuntos.


Câmara de Espelhos estreia no final de novembro no circuito exibidor. É uma chance de ampliarem debates e abrir de vez a porta de assuntos e argumentações sobre o tema.

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