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Crítica do filme: 'Boa Sorte Argélia'

Em seu primeiro trabalho como diretor em longa-metragem, o cineasta Farid Bentoumi apresenta ao público uma história inusitada que alia salvação de uma empresa e o esporte de alto rendimento. Boa Sorte Argélia, com algumas passagens em festivais mundo a fora, é um pouco parecido com o clássico da ‘sessão da tarde’ Jamaica Abaixo de Zero, só que consegue ser mais que apenas superfície quando entendemos as razões das escolhas feitas pelos personagens e de toda uma família ao redor.

Na trama, conhecemos os sócios de uma empresa que fabrica esquis artesanais Sam (Sami Bouajila) e Stéphane (Franck Gastambide). Eles conseguem segurar a empresa como podem e dependem de uma grande exposição da marca em uma grande competição para atrair assim mídia e mais clientes. Só que isso acaba não acontecendo por conta de acordos entre gigantes do segmento. Assim, Stephane, um grande esquiador francês do passado, tem uma ideia inusitada: que Sam se inscreva em competições de alto nível na modalidade esqui cross-country, representando a Argélia, já que Sam é descendente de argelinos. Não acreditando no sucesso da ideia, Sam no início fica receoso mas acaba topando, mexendo com as emoções de toda sua família.

Um dos aspectos que mais chamam a atenção é a jornada de busca pela suas origens que acaba acontecendo com o protagonista. Tendo ido poucas vezes até a Argélia, sua última passagem encosta no início dos anos 90, ele passa a se aproximar melhor da cultura desse povo que é idolatrado pelo seu pai e grande parte de sua família. O princípio básico do protagonista é usar a única ideia que tem para fazer o impossível e salvar sua empresa da falência, mas ao longo de sua jornada acaba se aproximando de maneira verdadeira com suas origens.


Dando a entender que poderia ser uma história real, ao final do filme sabemos as origens dessa curiosa trama que mescla esportes com sentimentos familiares importantes. Um doce e muito bem detalhado conto de fadas esportivo.


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