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Crítica do filme: 'Adieu les cons'


É pra rir? É pra se emocionar? É para ficar irritado? Vencedor da última edição do Cesar (o Oscar Francês), Adieu les cons busca conquistar o público dentro de uma lógica mirabolante e de difícil compreensão, usa recursos cômicos exagerados sempre querendo chamar a atenção o que atrapalha demais a interação principalmente nas frustradas tentativas do drama evoluir. Análises psicológicas baseada nos achismos do cotidiano de protagonistas com pouca profundidade transforma esse longa-metragem, protagonizado por uma das musas do cinema europeu contemporâneo, a belga Virginie Efira e pelo francês Albert Dupontel. Esse último ainda dirige e roteiriza esse sonolento filme que pouco agrada.


Na trama, conhecemos Suze (Virginie Efira) uma cabelereira que passou dos 40 anos e acaba enfrentando uma grande encruzilhada quando é diagnosticada com uma doença complicada de cura. Mais de 30 anos atrás ela abandonou seu único filho por não ter condição de cuidar dele. Assim, resolve partir em uma aventura em busca de informações sobre a criança. Para tal, acaba esbarrando sua trajetória com o do analista de sistemas Cuchas (Albert Dupontel), um homem tímido que está prestes a ser passado para trás em seu trabalho por o considerarem velho, ele se encontra perdido dentro de seu universo de interação limitada aos algoritmos, inclusive tenta suicídio de maneira imbecil. Essas duas almas partem para a inconsequência tentando buscar alguma saída para seus dramas.


Sobre essa inconsequência, ela é a base desse projeto que busca na excentricidade abrir os olhos para as entrelinhas de forma desordenada e confusa deixando a mensagem incompleta a todo instante. Os aspectos psicológicos entram em campo quando percebemos uma jornada sem volta para ações e reações mas não há a profundidade necessária para termos um entendimento completo sobre o que estamos assistindo, parece um show de horrores com objetivo de fazer gerar risos a partir dos problemas.  

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