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Mostrando postagens com o rótulo Cinema Europeu

Crítica do filme: 'Doente de Mim Mesma'

Uma lupa no narcisismo. Indicado para Mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes em 2022, o longa-metragem norueguês Doente de Mim Mesma explora um retrato caótico sobre o egoísmo, o narcisismo, a inconsequência de uma protagonista e sua necessidade obsessiva por atenção. Escrito e dirigido pelo cineasta Kristoffer Borgli , a narrativa, de forma acertada e eficiente, nos leva para um verdadeiro tour pela mente conturbada de uma mulher com um sério transtorno de personalidade gerando reflexões por todos os lados. Na trama, conhecemos Signe ( Kristine Kujath Thorp ), uma jovem que está em um relacionamento com o artista Thomas ( Eirik Sæther ). Os dois vivem juntos faz algum tempo e possuem uma relação estranha, repleta de disputas, competitiva ao extremo. Quando Thomas começa a fazer muito sucesso na sua área, Signe entra em um colapso emocional e começa a fazer de tudo por atenção rumando rapidamente para um show de situações constrangedoras. Uma pergunta que pode chegar na sua r...

Crítica do filme: 'Uma Lição de Amor' (2021)

Pai, você foi meu herói, meu bandido. Nas histórias mais simples encontramos reflexões para toda uma vida. Longa-metragem belga escondido no catálogo da Prime Video, Uma Lição de Amor (sim, homônimo daquele lindo filme com Sean Penn ), dribla o tom melancólico para uma direção mais objetiva na construção de um relacionamento antes distante, agora com uma segunda chance. O filme, produzido pelos irmãos Dardenne, e dirigido pela cineasta Amélie van Elmbt , em seu segundo longa-metragem da carreira, pode ser definido como um retrato delicado sobre um enorme conflito de um homem e suas escolhas. Na trama, acompanhamos Antoine ( Thomas Blanchard ) um jovem que teve escolhas difíceis no passado que retorna para a cidade onde nasceu e foi criado logo procurando Camile ( Judith Chemla ), sua ex-namorada e sua filha, a pequena Elsa que nunca conheceu. Quando Camille resolve deixar Elsa com Antoine, o protagonista embarca em uma jornada de descobertas sobre o valor de ser um pai presente. Co...

Crítica do filme: 'Asas do Desejo'

A mais bela poesia sobre a existência. Lançado no final da década de 80 e ainda ambientado em uma Berlim dividida pelo famoso muro que consta em todos os livros de história, a obra-prima do cineasta alemão Wim Wenders , Asas do Desejo , nos leva para uma série de reflexões sobre a existência entre anjos querendo o viver e almas perdidas quase sempre em desespero. Indicado para a Palma de Ouro em Cannes no ano de 1987 e vencedor do prêmio de melhor diretor no mesmo festival, esse filme consta na lista de muitos como um dos melhores da história do cinema. Na trama, conhecemos um anjo chamado Damiel ( Bruno Ganz ) e outro chamado Cassiel ( Otto Sander ) que passeiam por uma Berlim do lado ocidental, friorenta, ao lado de outros iguais, observando o cotidiano dos mortais que não podem lhe enxergar. Damiel está no limite, de saco cheio da vida eterna. Seu maior desejo é se tornar um humano mortal algo que só cresce quando se apaixona por uma trapezista de circo chamada Marion ( Solveig Do...

Crítica do filme: 'Obrigado, Rapazes'

A liberdade para quem se acostumou com a reclusão. Integrante da ótima seleção do Festival de Cinema Italiano 2023, a comédia com fortes traços de drama existencial Obrigado, Rapazes foca seus esforços para refletir sobre o papel da arte e o significado de uma mudança no olhar para a realidade. Invocando um dos maiores dramaturgos do século XX para encontrar sentidos para abaladas trajetórias de vida, a narrativa rumo para a esperança através de uma jornada de descobertas por meio de um protagonista que percebe rapidamente a troca mútua que o espera. Remake do longa francês A Noite do Triunfo , Obrigado, Rapazes tem uma singela poesia, cheia de metáforas, que nos aproxima dos personagens a todo instante. Na trama, conhecemos Antonio ( Antonio Albanese ), um experiente ator, pai de uma jovem, já na casa dos 30 anos que mora no Canadá, que trabalha no seu presente como dublador de filmes para adultos e parece não estar nada feliz com os rumos que sua vida e carreira levaram. Certo dia...

Crítica do filme: 'A Sombra de Caravaggio'

Os detalhes que fazem a perfeição. Um dos destaques da seleção do Festival de Cinema Italiano 2023, excelente mostra de filmes gratuita com exibições em algumas salas e online, A Sombra de Caravaggio nos mostra alguns recortes da vida de Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, um influente pintor do final do século XVI e início do XVII que marcou a arte barroca em todo o mundo com uma extensa obra que buscava a associação do que era divino e do que era humano numa época onde a igreja católica mandava e desmandava na Itália. Dirigido pelo cineasta italiano Michele Placido , a narrativa se joga pelas imagens e movimentos de elementos emocionais conflitantes, característicos do protagonista. Na trama, conhecemos parte da vida de Caravaggio ( Riccardo Scamarcio ), um famoso pintor que fez carreira na Itália e usava sua maestria arte como uma espécie de desabafo pelas associações que traçava em relação a tudo que via. Transformando em arte, a dor e angústia da humanidade, navegamo...

Crítica do filme: 'Äiti''

O medo do confrontar para se achar algum oásis dentro dos porquês. Há uma hipocrisia em uma sociedade que não aceita perdoar? Fazendo refletir sobre várias questões existenciais mesmo tendo o foco completo em uma introspectiva protagonista que carrega uma enorme culpa nas costas, Äiti , filme finlandês caminha sobre os reflexos da hipocrisia dentro de uma angústia profunda que dita o compasso de todo o desenrolar que vemos . Mesmo não estando escancarada, o filme pergunta a todo instante o que diabos aconteceu no dia da tragédia que passa a personagem principal mesmo que seu roteiro deixe essa questão, para alguns, importante, em segundo plano. Um belo trabalho, escrito e dirigido pelo cineasta finlandês Samppa Batal. Na trama, conhecemos Eeva ( Jaana Saarinen ), uma mulher que sai da prisão após ser acusada de cometer um crime. No início não sabemos direito sobre essa mulher, conforme o tempo passa acompanhamos sua luta para um encontro com sua filha, os confrontos com vizinhos e p...

Crítica do filme: 'Eu Estava em Casa, Mas...'

A busca da própria verdade pessoal. Ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção ( Angela Schanelec ) em Berlim no ano de 2019, Eu Estava em Casa, Mas... é um curioso longa-metragem alemão de planos quase estáticos, muito atento aos detalhes. Mas a questão é essa: que detalhes seriam esses? Alguns vão achar que é um filme sobre o nada, outros uma mera e caótica tentativa de trazer para debate conflitos que podemos enxergar na realidade, na vida real, ligados à família, pais e filhos, dentro de um panorama europeu. Em certo momento, possui uma certa desponderação sobre a arte rebatendo a pergunta: O quão raso e vazio pode ser o atuar perante os olhos de quem não consegue conscientizar? Estreia nos cinemas no dia 10 de junho. É difícil até definir a trama. Basicamente gira em torno de uma mulher chamada Astrid ( Maren Eggert ), mãe de duas crianças, viúva faz dois anos de um ex-diretor de teatro, consumida por problemas pessoais e dificuldades de interagir, seja em casa na educação de s...

Crítica do filme: 'Black - Amor em Tempos de Ódio'

Os chocantes tempos onde a inconsequência beira ao caos violento de vidas perdidas. Um filme forte, impactante, que mostra a falta de limites do ser humano que só conhece a violência como resposta a qualquer pergunta, Black - Amor em Tempos de Ódio traz para a ficção ações de vândalos, ladrões, traficantes de gangues de jovens em Bruxelas. Há um paralelo com a realidade conforme entendemos nos créditos finais. O filme busca também uma crítica para a ineficácia da polícia nas tentativas de mudanças de comportamentos, em leis não eficientes para o controle de uma situação que está completamente descontrolada. Um explosivo e dramático trabalho da dupla de cineastas Adil El Arbi e Bilall Fallah . Disponível no catálogo do streaming Reserva Imovision . Na trama, conhecemos Marwan ( Aboubakr Bensaihi ), um jovem descendente de marroquinos que faz parte de uma gangue que rouba por toda Bruxelas. Em paralelo, conhecemos a também jovem negra Mavela ( Martha Canga Antonio ) que acaba de inici...

Crítica do filme: 'Holiday'

O paradoxo entre luxo e a violência sem limites. Após dois curtas-metragens e ter assinado o roteiro do polêmico filme Border , a cineasta sueca de 43 anos Isabella Eklöf chega ao seu primeiro longa-metragem na direção dando um grande bico na porta contando a trajetória de uma ingênua jovem e seu relacionamento abusivo com um gângster durante a passagem deles na cidade portuária de Bodrum, na Riviera turca. História impactante, cenas pesadíssimas, que embrulha o estômago mas faz refletir sobre a questão da redenção dentro de um camuflado deslumbre, se existe ou não. Holiday está disponível no ótimo catálogo do streaming Reserva Imovision . Na trama, conhecemos Sascha ( Victoria Carmen Sonne ), uma jovem que desembarca em um aeroporto na Turquia para passar um tempo na casa de praia do namorado bandido Michael ( Lai Yde ) e acaba encarando uma normalidade de violência e abusos dentro do universo do namorado. Quando parece que começa a perceber que há algo errado, ou pelo menos que d...

Crítica do filme: 'Riders of Justice'

A eterna busca sobre as razões e/ou porquês da vida. Completando cerca de 20 anos de carreira, seja como roteirista ou diretor, o cineasta dinamarquês Anders Thomas Jensen escreve e dirige um profundo drama, puxado inclusive para a psicologia, camuflado de ação. Há leveza didática para nos mostrar os problemas diversos psicológicos que os personagens possuem. Onde há o riso também há reflexão. Tem o pós luto de um militar frio que viveu mais tempo no exército do que com a própria família, estáticos e matemáticos com problemas de aceitação, bullying e traumas de violência no passado. Riders of Justice é dinâmico, vivo e pulsante. Em cena, um show de Mads Mikkelsen , Nikolaj Lie Kaas e cia. Na trama, conhecemos o militar Markus ( Mads Mikkelsen ) que após prorrogar sua missão em algum lugar do mundo fica sabendo que sua esposa faleceu em um acidente dentro de um trem onde inclusive estava sua filha que sobreviveu. Aprendendo a lidar com a filha que pouco conhece por estar sempre defe...

Crítica do filme: 'O Mundo de Gloria'

Nas dificuldades que conhecemos a dura realidade que nos atinge. Buscando ser sincrônico com a realidade de muitos, O Mundo de Gloria explora a questão do trabalho na França, as oportunidades, as escolhas, uma curta visão sobre dificuldades no empreendimento, também abre um grande holofote para questões e dramas familiares. Indicado ao Leão de Ouro em Veneza no ano de 2019, escrito e dirigido pelo cineasta francês (nascido em Marselha) Robert Guédiguian , o drama busca ser um retrato comovente sobre como é viver nos limites de uma sociedade capitalista e com chances para poucos. Na trama, conhecemos uma família que começa e buscar sentido em seus problemas após o nascimento de Gloria. A esforçada avó que tem que pegar mais de um turno no trabalho como faxineira de grandes empresas, tem o avô da recém-nascida, que esteve preso por duas décadas após uma situação mal compreendida, A sobrevivência em tempos tão complicados chega também no contexto dos jovens pais de Gloria, a mãe é vende...

Crítica do filme: 'Adieu les cons'

É pra rir? É pra se emocionar? É para ficar irritado? Vencedor da última edição do Cesar (o Oscar Francês), Adieu les cons busca conquistar o público dentro de uma lógica mirabolante e de difícil compreensão, usa recursos cômicos exagerados sempre querendo chamar a atenção o que atrapalha demais a interação principalmente nas frustradas tentativas do drama evoluir. Análises psicológicas baseada nos achismos do cotidiano de protagonistas com pouca profundidade transforma esse longa-metragem, protagonizado por uma das musas do cinema europeu contemporâneo, a belga Virginie Efira e pelo francês Albert Dupontel . Esse último ainda dirige e roteiriza esse sonolento filme que pouco agrada. Na trama, conhecemos Suze ( Virginie Efira ) uma cabelereira que passou dos 40 anos e acaba enfrentando uma grande encruzilhada quando é diagnosticada com uma doença complicada de cura. Mais de 30 anos atrás ela abandonou seu único filho por não ter condição de cuidar dele. Assim, resolve partir em uma ...

Crítica do filme: 'Alice e o Prefeito'

Os devaneios do caminhante solitário. Um político cansado, que não consegue mais pensar. Uma jovem que volta à França depois de alguns anos e vai trabalhar nos bastidores da política mesmo não tendo nenhuma experiência dessas antes. Escrito e dirigido pelo cineasta parisiense Nicolas Pariser , Alice e o Prefeito , que chega aos cinemas dia 27 de maio, transforma os maçantes e embaralhados temas da política em crônicas sociais com paralelos utópicos e o entendimento das razões práticas surgindo muitas vezes através de grandes pensamentos desse e de outros séculos. Na trama, conhecemos Alice ( Anaïs Demoustier ), uma jovem formada em letras que consegue um emprego na prefeitura de Lyon. Recrutada para uma vaga inexistente e logo em seguida recrutada para outra, acaba sendo uma das pessoas mais próximas do prefeito Paul Théraneau ( Fabrice Luchini ) sendo responsável em pouco tempo por pautas importantes como discursos dele. Assim, somos testemunhas de debates com argumentações didática...

Crítica do filme: 'Trópico Fantasma'

Quando o acaso abre nossos olhos para o mundo. Escrito e dirigido pelo cineasta belga de 38 anos, Bas Devos , Trópico Fantasma , que estreia dia 20 de maio no ótimo streaming da Supo Mungam Plus , consegue em menos de 90 minutos ser intrigante em nos fazer encontrar sentido quando nada é o que parece. Somos testemunhas de uma metáfora social que complementa o preenchimento de espaço da vida, como tópicos contemplativos absortos de uma personagem que vira protagonista na vida de muitos dos que encontra pelo caminho. Planos longos, um abre alas e um desfecho estonteante, extático. Focado em uma personagem que está em um momento cogitabunda, andando pelas ruas frias da madrugada europeia, somos levados a uma viagem sobre a necessidade de conhecermos melhor o nosso entorno social. Na trama, conhecemos uma esforçada trabalhadora, já com certa idade, chamada Khadija ( Saadia Bentaïeb ) que após sair do serviço tarde da noite acaba dormindo na condução de volta para casa e vai parar no pon...

Crítica do filme: 'Agnes Joy'

O choque do espírito pragmático com o espírito sonhador. Escrito e dirigido pela cineasta islandesa Silja Hauksdóttir , Agnes Joy , indicado pela Islândia ao Oscar no ano de 2019, caminha a curtos passos entre conflitos de mães e filhas de duas gerações, imposições sobre a vida, aquelas dentro da lógica de doutrinas de senso comum andando na linha do ‘normal social’. A rebeldia aliada à inconsequência, como as aparências enganam, como equilibrar a arte do sonhar, são questões que chegam forte nas nossas mais óbvias reflexões sobre o que vemos ao longo de menos de 90 minutos de projeção. Por mais que o nome do filme seja Anges Joy (nome da filha), a trama gira quase sempre em torno da mãe (interpretada pela ótima atriz  Katla M. Þorgeirsdóttir ). Um interessante trabalho, mais profundo do que aparenta ser. Na trama, conhecemos Rannveig ( Katla M. Þorgeirsdóttir ), uma mãe rígida, controladora, comandante da empresa da família, a qual teve que assumir assim que seu pai faleceu inte...

Crítica do filme: 'Quando um Homem Volta Para Casa'

Sobre as várias facetas do amor, da paixão, quais são as regras da atração? Quinto longa-metragem escrito e dirigido pelo genial cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg , lançado em meados de 2007, Quando um Homem Volta Para Casa é um recorte tragicômico de um jovem que entra em erupções com seus conflitos amorosos e paternais quando o presente parece pedir passagem às linhas de raciocínio concretas feitas em seu passado. O dinamismo do roteiro chama atenção. São fragmentos de subtramas que passam e repassam sobre os conformes dentre o pensar dos personagens envolvidos, descamuflando suas lacunas escondidas retratando as ações da inconsequência de maneira honesta e com certo ar de naturalidade. Um trabalho pouco falado do gênio dinamarquês. Na trama, seguimos a trilha de Sebastian ( Oliver Møller-Knauer ), um jovem auxiliar de cozinheiro que está envolvido em um grande banquete para uma personalidade local, um tenor chamado Hans ( Thomas Bo Larsen ) que retorna à sua terra natal depoi...

Crítica do filme: '101 Reykjavík'

As questões do ‘como ou porquê’. Lançado a quase 20 anos, segundo longa-metragem da carreira do ótimo diretor islandês Baltasar Kormákur , 101 Reykjavík é um recorte interessante e até certo ponto atemporal sobre a saída de um homem da bolha em que vive, esperando o passo dos outros antes de dar o seu primeiro, vendo sua vida passar em sua frente sem qualquer sinal de esperança ou plena felicidade. Uma comédia com pitadas de crise existencial que mostra nas entrelinhas das eternas dificuldades de alguns no entender-se com as relações humanas. Roteiro assinado por Kormákur, baseado no livro homônimo de Hallgrímur Helgason . Na trama, conhecemos Hlynur ( Hilmir Snær Guðnason ), um amargurado boêmio da vagabundagem que vive seus dias refletindo sobre a vida e buscando soluções rápidas para seus conflitos. Ele mora com mãe em uma casa padrão classe média baixa e vive de ajuda do governo para desempregados. Certo dia, chega na cidade Lola ( Victoria Abril ), uma professora espanhola de fl...

Crítica do filme: 'Asia'

A única coisa que consegui de um homem foi você. Indicado de Israel para o Oscar desse ano, Asia é um pequeno recorte na vida de mãe e filha, os altos e baixos dessa relação que se mostra afastada, distante, mas que ressurge quando precisam enfrentar um dos maiores dramas que uma pessoa pode passar com uma iminência triste. É um filme muito doloroso, onde o foco é quase total na rotina da mãe, uma enfermeira, cuidadosa com seus pacientes mas submersa por uma melancolia por não conseguir olhar pra frente e ver a tão sonhada felicidade. Primeiro longa-metragem da cineasta Ruthy Pribar . Na trama, conhecemos Asia ( Alena Yiv ), uma enfermeira batalhadora perto dos 35 anos que se encontra em um momento muito delicado de sua vida. Ela se relaciona com um médico casado, curte longas baladas após o serviço e em casa, sua adolescente filha Vika ( Shira Haas ) começa a demonstrar mais fortemente uma doença em constante evolução que aos poucos vai tirando seus movimentos. À beira do desespero...

Crítica do filme: 'O Veredito'

Os absurdos dos limites da lei. Lançado no segundo semestre de 2013 na Bélgica, escrito e dirigido pelo cineasta belga Jan Verheyen , O Veredito , Het vonnis no original, é um quase escandaloso jogo de sinuca imposto pelo absurdo, por conta de um erro estúpido dentro do processo coloca-se em cheque as leis, o ministro, o alto gabinete jurídico e a falta de bom senso do sistema na figura de um homem que perdeu a forma mais correta de obter justiça para sua dor e sofrimento. Um prato cheio para quem gosta de filmes de tribunais. Grata surpresa. Infelizmente não está em nenhum streaming disponível no Brasil, deveria. Na trama, conhecemos Luc ( Koen De Bouw ), um engenheiro competente que está prestes a ser nomeado CEO da empresa que trabalha a mais de duas décadas. Mas, certa noite, quando estaciona para abastecer o carro com sua filha e esposa, acaba vendo a segunda morrendo assassinada por um bandido que foge correndo. Infelizmente, a primeira acaba morrendo também de uma fatalidade ...

Crítica do filme: 'Banklady'

Quando a adrenalina e o prazer acionam um gatilho em forma de transtorno de personalidade. Dirigido pelo cineasta alemão Christian Alvart , em Banklady voltamos para meados da década de 60, em Hamburgo na Alemanha onde uma mulher trabalhadora dentro de uma rotina monótona vira a primeira mulher assaltante de banco da Alemanha. O filme tem vários caminhos interessantes, desde a conturbada linha do bandido carismático, o foco da mídia, até uma psicologia complicada, desiludida no amor. A protagonista, interpretada pela ótima atriz Nadeshda Brennicke , parece viver em outro compasso do que a realidade que a cerca. Interessantíssimo filme alemão. Na trama, conhecemos Gisela Werler ( Nadeshda Brennicke ), uma batalhadora que trabalha em uma fábrica de impressão e vive, além de sustentar, os pais já bem idosos. Sem propósitos na vida, vivendo uma solidão evidente desencontrada com seus sonhos de ser popular, ou mesmo, ter a mesma vida das modelos de revistas que sempre observa, a protagon...