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Crítica do filme: 'Free Guy: Assumindo o Controle'


Divertido, aventureiro e dinâmico. Escrito pela dupla Matt Lieberman e Zak Penn, Free Guy: Assumindo o Controle é um projeto que aborda o universo ansioso e imediatista dos reality shows junto com a ganância que domina os tempos em constante evolução da tecnologia e seus criadores de conteúdos. A fórmula encaixa de maneira certeira pegando um protagonista carismático que dentro de uma ótica pode ser como se fosse nossos olhos dentro da loucura e confusão que nos trazem as inúmeras informações que não param de chegar a cada segundo. No papel principal, mais uma vez, um Ryan Reynolds iluminado, nos faz rir e emocionar. A direção fica com o cineasta e produtor canadense Shawn Levy (que entre outros trabalhos, dirigiu a trilogia Uma Noite no Museu).


Na trama, conhecemos Guy (Ryan Reynolds), um jovem que tem uma vida monótona entre o acordar, ir trabalhar em um banco, interagir da mesma forma com os outros e ir dormir. Certo dia, ele se apaixona por uma mulher que passa pela rua e a partir daí sua vida muda, descobrindo inclusive que faz parte de um jogo de videogame onde é apenas um mero coadjuvante, um robô, algo parecido como um ‘bot’. Ao mesmo tempo, a mulher por quem se apaixona, na verdade é o avatar de Millie (Jodie Comer) uma desenvolvedora de jogos que teve os seus códigos roubados por Antwan (Taika Waititi) o criador do jogo que Guy faz parte. Assim, esses dois destinos, o de Guy e o de Millie se juntam, também ao de Keys (Joe Keery) e essa nova equipe, juntos, tentarão decifrar os mistérios dentro desse jogo e mostrar a verdade.


O liquidificador criativo desse projeto consegue reunir os elementos na dosagem certa para que a diversão pule aos nossos olhos a cada minuto. Em progressão rumo às descobertas em formas de códigos e tecnologia, somos testemunhas de cenas hilárias protagonizadas, muitas delas, por Reynolds e seu carismático personagem. As nada densas camadas dramáticas que passam por nossos olhos nada mais são que pequenos complementos para moldar o que precisamos saber sobre cada personalidade. Essa questão, quase um confronto entre ‘o despertar da inteligência artificial’ e a realidade vivida por jogadores e seus avatares é um contraponto muito interessante para refletirmos.


Os clichês acontecem mas nada que atrapalhe o ótimo ritmo, o dinamismo. O roteiro é ótimo e a direção competente. Ótimo ver a excelente Jodie Comer em um papel de comédia após sua excelente contribuição ao universo dos seriados com a emblemática Villanelle em Killing Eve. Também ótimo é o vilão caricato do ator, produtor e diretor, o neo zelandês Taika Waititi (diretor dos badalados Thor: Ragnarok e Jojo Rabbit). Mas o show é de Reynolds e sua liberdade artística que eleva seus personagens ao ápice do carisma.


Free Guy: Assumindo o Controle é um dos primeiros grandes blockbusters a estreiarem nos cinemas após a reabertura desses nesse ano de 2021. Um filme empolgante que diverte e merece ser visto na telona.  

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