Pular para o conteúdo principal

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #505 - Janaina Ferreira


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.

 

Nossa entrevistada de hoje é cinéfila de Belo Horizonte (Minas Gerais). Janaina Ferreira tem 45 anos. É advogada por profissão e cozinheira por paixão. Seus filmes favoritos são Asas do Desejo (1987) - o filme da sua vida - e Blade Runner (1982) e seus diretores favoritos são Win Wenders e Pedro Almodóvar.

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Cine Belas Artes, o último cinema de rua de BH, programação não inclui blockbusters.

 

2) Qual o primeiro filme que você  lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

ET, aos 8 anos de idade...

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Win Wenders, Asas do Desejo.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Tatuagem, pelo caráter transgressor.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?         

O sentido estrito da palavra, amor pelo cinema. Não necessariamente entender tanto, ser crítico, e sim ser amante

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

A maior parte dos cinemas tem a programação definida por quem entende de mercado de entretenimento.

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Espero de coração que não.

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Bagdad Café e Paris Texas, porque sou geração X, rs

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Acho que só deveria poder entrar nas salas quem tiver com as vacinas completas.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Tirando a questão do som, que ainda é uma falha muito grave dos nossos filmes, acho que a produção brasileira é acima da média, principalmente de considerarmos a falta de investimentos

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Se for Kleber Mendonça dirigindo ou Irandhir Santos atuando, compro ingresso antecipado. Matheus Nachtergaele e Wagner Moura são donos do meu coração

 

12) Defina cinema com uma frase:

Cinema não é para entreter, é para fazer sonhar (Win Wenders).

 

13) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Ainda bem que Lazaro Ramos não se envergonha...

 

14) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Técnica e paixão em medidas proporcionais

 

15) Qual o pior filme que você viu na vida?

Não o pior da vida, mas recentemente, Amaldiçoado, com Daniel Radcliffe.

 

16) Qual seu documentário preferido?

Jogo de Cena.

 

17) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão?  

Nossa, muuuuuuitos.

 

18) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

Arizona nunca mais.

 

19) Qual site de cinema você mais lê pela internet?

Plano Crítico, Cinema em Cena e Roger Ebert.

 

20) Qual streaming disponível no Brasil você mais assiste filmes?

Telecine e Prime Video.

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...