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Crítica do filme: 'Marcas da Violência'


As verdades de um desconstrução. Baseado em uma história em quadrinhos homônima da DC Comics, assinada pela dupla John Wagner e Vince Locke, Marcas da Violência explora vários sentidos para o que podemos entender como violência. Na figura de um pai de família, super querido pela comunidade onde mora, o roteiro nos leva em direção a uma desconstrução, um lado sombrio que a mente humana é capaz de esconder. Dirigido pelo experiente cineasta canadense David Cronenberg, o filme esteve na competição pela Palma de Ouro no ano de seu lançamento mundial.


Na trama, conhecemos Tom (Viggo Mortensen), um pacato dono de uma cafeteria que vive feliz com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos. Um dia, uma dupla de criminosos resolvem entrar na cafeteria de Tom nas últimas horas de uma noite, gerando o caos no lugar e Tom acaba, de forma surpreendente para todos no local, matando os criminosos. Ele logo vira celebridade na cidade, aparece na televisão, e tem a vida completamente mudada quando dias depois chega na cidade um homem dizendo que Tom na verdade é um violento membro de uma organização criminosa. Assim, aos poucos vamos entendendo melhor as lacunas dessa surpreendente história.


Aqui o foco é a mente humana. Explorando os caminhos que a vida nos leva para nos descontruirmos de uma identidade violenta mas que sempre deixa vestígios de um passado intenso o filme detalhadamente nos leva para a dúvida: será que Tom é uma outra pessoa e não aquele pacato homem dono de uma cafeteria? Mas e se ele for uma outra pessoa, ele realmente passou por uma mudança e virou um homem de bem?  Para responder a essas respostas, passamos pelas dores e caos que vira a vida dos integrantes de sua família, dentro disso os enormes conflitos com sua esposa Edie que parece perder seu marido a cada nova revelação. Nesse momento brilham os atores Viggo Mortensen e Maria Bello, baita atuação dos dois.


O refletir sobre a violência aqui chega perto da revelação chave dessa história, mesmo reunindo porquês não tão explicativos, o roteiro passa por cima de detalhes e sendo bem objetivo explora o depois para mostrar o antes, de forma bastante inteligente com uma total desconstrução de um personagem protagonista que nas mãos de Cronenberg vira brilhante.



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