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Crítica do filme: 'Pandorum'


Imagina você acordar em uma nave espacial após um longo sono profundo e não conseguir se lembrar como e os motivos de ter ido parar ali? Seguindo as pistas desse primeiro mistério, o longa-metragem Pandorum, lançado 15 anos atrás, mistura drama existencial com ficção científica em uma intensa luta pela sobrevivência que reserva boas surpresas para o espectador. Escrito por Travis Milloy e Christian Alvart (esse também o diretor), o projeto, filmado em uma usina abandonada na cidade de Berlim, na Alemanha, solidifica seu caminhar nos disparos de gatilhos emocionais em uma narrativa envolvente com um desfecho marcante.

Na trama, ambientada perto do ano 3.000, conhecemos o Cabo Bower (Ben Foster), um homem que acorda numa nave chamada Elysium, com grandes avarias, sem lembrar direito como foi parar ali. Ao seu lado, o sargento Payton (Dennis Quaid) também é acordado. A dupla então começa a busca entender o atual cenário da nave espacial em que estão, e entre alguns lapsos de memórias, precisam descobrir uma nova maneira de reestabelecer o controle da nave que está ocupada por seres nada amistosos. Assim, o cabo Bower parte para as partes mais distantes da nave, já que uma solução pode ser a de chegar ao reator principal da nave, e assim descobre muitas surpresas pelo caminho.

Sem leis, um lugar onde a moralidade não existe. Explorando o conceito de colonização interplanetária, Pandorum parte do suspense para navegar seus conflitos numa luta pela sobrevivência num período onde nosso planeta está à beira do caos. Dentro desse cenário, 60.000 pessoas são recrutadas das formas mais diversas para uma viagem de muito anos, com direito a hipersono prolongado, compondo uma nave de colonização até um planeta chamado Tanis (esse com condições parecidas com a da Terra), encontrado bem longe daqui. A questão é que algo dá muito errado, fruto de uma ação à uma reação emocional na qual chamam de Pandorum. Essa base teórica do filme é algo que percorre todo o discurso sendo visto em cada detalhe da excelente narrativa proposta.

Programado para ser uma trilogia, pode ser que isso não aconteça (infelizmente) já que o desempenho em bilheteria na época de seu lançamento fora longe do esperado, o longa-metragem diz muita sobre a humanidade e as diversas reações em situações extremas. Há muito a se refletir por aqui. Longe de casa, vemos os pulos pelos obstáculos dentro de uma jornada do herói aos olhos de um protagonista carismático que precisa encontrar soluções, mesmo completamente perdido, sem entender direito o real sentido de tudo que vive.

Empolgante até seu último minuto, com direito a reviravoltas constantes, Pandorum é um daqueles filmes que poucos conhecem mas deveriam ir atrás. Pra quem se interessar, o filme está disponível no catálogo da Prime Video.


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