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Crítica do filme: 'Rebel Ridge'


Um dos melhores filmes de ação lançados na Netflix em 2024. Envolvendo o público com uma profunda trama que gira em torno da corrupção policial, Rebel Ridge não é só tiro, porrada e bomba. Escrito e dirigido pelo excelente cineasta Jeremy Saulnier, que já tinha nos brindado com o ótimo Sala Verde, o longa-metragem com intensos conflitos possui um ritmo dinâmico, insinuante, não foge do discurso e ainda recarrega camadas ao longo das mais de duas horas de projeção. No papel principal, o ótimo ator britânico Aaron Pierre que substituiu John Boyega quando o mesmo deixou o projeto no meio das filmagens.

Na trama, conhecemos Terry (Aaron Pierre), um ex-fuzileiro naval que chega até uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos com o objetivo de pagar a fiança de um primo que está sendo transferido para uma penitenciária. Quando chega no lugar, tem o dinheiro da fiança roubado por policiais corruptos. Tendo que improvisar com novas soluções para seu objetivo após uma tragédia, sem nada a perder, acaba travando um explosivo duelo com a gangue da maior autoridade do local, o chefe de polícia Sandy Burnne (Don Johnson).

Muito bem conduzido por Saulnier e com uma trilha sonora que já apresenta um clássico do Iron Maiden na abertura, Rebel Ridge reúne uma série de pontos positivos. Aos mais atentos há até algumas semelhanças com Rambo! Nesse interessantíssimo filme de ação, repleto de críticas sobre os malabarismos maquiavélicos de alguns que chegam ao poder, sem esquecer de um olhar reflexivo sobre as segundas chances, caminhamos pela terceira Lei de Newton  - toda a ação, tem uma reação – adaptada aqui para as possibilidades do desequilíbrio emocional.

Há uma análise interessante que podemos fazer sobre o personagem principal, nossos olhos durante todo o desenrolar da narrativa. Como a maioria das personificações do herói e suas jornadas, o protagonista beira ao indestrutível, encontra o convencional mas apresenta suas fraquezas e bate de frente com as inconsequências o que engrandece sua trajetória. Nesse ponto, brilha Aaron Pierre com uma baita atuação!

Rebel Ridge e sua essência explosiva, como qualquer obra do gênero ação, se consolida como um filme que consegue fugir da bolha de mesmices de outras obras que podem soar parecidas. Carrega consigo o trunfo de atingir camadas importantes ligadas à emoção e construção dos personagens que vão muito além da superfície. Grande acerto da Netflix!

 

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