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Crítica do filme: 'Garra de Ferro'


Profundo, forte, com amargura pra todos os lados. Apresentando aos espectadores os traumas de uma família vitoriosa no mundo da Luta Livre, aquelas lutas de mentirinha que são um enorme sucesso nos Estados Unidos até hoje, Garra de Ferro nos leva até profundas camadas emocionais onde há reflexões sobre os desenrolares psicológicos de irmãos com uma exigência forçada, na corda bamba de cargas desproporcionais aos seus reais sonhos. A culpa é um elemento importante que aparece em total construção ao longo das pouco mais de duas horas de projeção.

Na trama, ambientada pelas décadas de 70 e 80, conhecemos quatro dos irmãos Von Erich, uma família de lutadores que foi criada por um pai exigente e uma mãe permissiva. Ao longo do tempo vamos percebendo como essa criação voltada para um único objetivo, o de fazer campeões, acaba afetando todos esses irmãos que logo precisam conviver com tragédias sem fim.

Escrito e dirigido pelo ótimo cineasta Sean Durkin, esse é um daqueles filmes que emocionam e não deixam as reflexões escaparem um segundo sequer. Com um ritmo cadenciado explorando os detalhes de um sofrimento crescente que traz reflexos no presente dos personagens, a narrativa preenche as lacunas do passado em uma investigação sobre alguns porquês que se amontoam em destino longe da felicidade.

Nossos olhos são os embates ao longo do tempo entre Kevin (Zac Efron) e Fritz (Holt McCallany), pai e filho mais velho. A partir desses conflitos chegamos nas questões que exemplificam o caos dessa família disfuncional. Além dos absurdos feitos pelo pai, a passividade da mãe Doris (Maura Tierney), o público vai traçando suas próprias opiniões sobre qual o custo para se chegar ao sucesso.

 

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