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Crítica do filme: 'O Vingador do Futuro (2012)'


O novo e futurístico filme do californiano Len Wiseman (diretor do filme "Duro de Matar 4.0" e de dois filmes da saga "Anjos da Noite") trás tatuagens neon, mãos-telefone, arma Beto Carrero (uma pistola que dispara laços magnéticos), carrinhos do Speed Racer, a volta dos três peitos e uma dinâmica de videogame, fazendo com que parte do público (talvez mais o segmento ‘Nerd’) se aproxime da trama aguardando os novos movimentos do “jogador”. As mentirinhas que vemos ao longo da história (que são como abelhas à procura de mel), não atrapalham a diversão do espectador.

Na trama conhecemos Douglas Quaid, um operário de uma fábrica que tem sérios problemas para dormir. Um dia, impulsionado pelas palavras de um conhecido, resolve ir até uma empresa que oferece implantes de memórias falsas de uma futura e improvável vida (uma espécie de Brilho eterno de uma mente ‘com’ lembranças). Porém, durante o experimento algo dá errado e ele começa a ser perseguido e deduzir que não é quem imagina. Assim, descobertas e mais descobertas dão ritmo à esse eletrizante filme de ação.

As cenas de luta são muito bem feitas e filmadas, adrenalina à flor da pele principalmente na cena “Sr e Sra. Smith”/ “Dormindo com o Inimigo”. O diretor tem experiência com filmes de ação, o que provavelmente ajudou no processo construtivo de cada sequencia. O único personagem que foge um pouco da compreensível realidade é Lori Quaid (interpretada pela bela artista Kate Beckinsale), às vezes paranóica leva a sério uma obsessão de uma falsa casada provavelmente treinada pelo Jet Li.

Falando sobre mais personagens, Colin Farrell interpreta o protagonista e tenta passar um ar de surpreso com seu confuso personagem. Tem química na jogada chama o Bryan Cranston. O veterano ator californiano (que interpreta o químico Walter White no mega sucesso da televisão “Breaking Bad”) faz o vilão da trama que parece conhecer muito mais do personagem principal do que o mesmo.

O Vingador do Futuro (2012) é um grande pipocão sem muitas pretensões de ser bem aceito por todos, somente vem com a proposta de ser melhor que a primeira versão.  

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