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Crítica do filme: 'Querida, Vou Comprar Cigarros e Já Volto'

Em apenas uma hora e vinte minutos de filme, o diretores Gastón Duprat e Mariano Cohn (O Homem do Lado) conseguem reunir elementos hilários para contar uma fábula da idade moderna sobre sorte e tentação. A nova comédia Querida, Vou Comprar Cigarros e Já Volto deve cair no xodó dos cinéfilos que tiverem a sorte de ter esse filme passando em sua cidade. Lançado em 2011 lá fora, a hilária saga de homem rumo a troca de seu destino merece ser visto pelo público brasileiro.

Na história, um senhor de idade chamado Ernesto leva uma vida simples e muito chata trabalhando como agente imobiliário. Quando, por uma sorte (ou não) do destino, encontra um espanhol que se tornou imortal faz tempo fica em dúvida em relação a uma questão: Será que ele deve voltar dez anos no passado e receber um milhão de dólares quando voltar ao presente?

Trama inusitada? Sim, bastante! Quem nunca sonhou em ganhar na loteria e/ou voltar ao passado? Fazer essas duas coisas transforma essa deliciosa história sobre escolhas em um dos grandes destaques deste mês. Será que podemos evitar erros ou previnir nosso destino de eventuais situações constrangedoras? O personagem principal, interpretado pelo carismático Emilio Disi, faz sua escolha e comicamente acompanhamos os densenrolares deste fato.

O roteiro é brilhantemente dosado para não se exceder, principalmente para não conter os famosos clichês e encheções de linguiça que muitos cineastas norte americanos adoram adicionar em seus filmes. As produções argentinas cansam de dar um baile nos ‘produtos hollywoodianos’ quando o quesito  é objetividade da trama. Esse longa não foge a regra.


É o tipo de filme que você ri, se emociona, fica encucado com as escolhas feitas pelos personagens. Muitas emoções reunida em um tornado de situações. Vale a pena conferir!

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