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Crítica do filme: 'Mãos Sujas'



A arte da sobrevivência as vezes nos leva à atos violentos difíceis de superar. Um dos poucos filmes colombianos desta edição do festival do RJ de cinema, Mãos Sujas, é um filme pequeno, de apenas 87 minutos, que surpreende pela direção quase impecável do diretor  Josef Wladyka. Através das lentes desse inteligente cineasta, o público é testemunha de uma grande luta pela sobrevivência em meio as águas perigosas dos rios colombianos.

Na trama, acompanhamos a história de dois rapazes de origem humilde que moram em um lugar de bastante pobreza e com poucas oportunidades. Assim, entram rapidamente no mundo do contrabando de drogas pelas águas turbulentas de uma cidade colombiana dominada pelo narcotráfico. Em uma dessas missões, seus valores mudarão, quando precisam correr desesperadamente atrás de uma mercadoria roubada.

O destaque que mais chama a atenção neste simples e profundo trabalho, sem dúvidas, é a condução dessa história pelas mãos do ótimo Wladyka. Com um profundo conhecimento sobre os detalhes da trama, o diretor consegue jogar o público para dentro da história, principalmente nas cenas de ação que preenchem boa parte da metragem desta fita.

Ultimamente no circuito nacional, ótimos bons filmes vem ganhando oportunidade de exibição, casos do profundo Pelo Malo (Venezuela), do surpreendente 7 Caixas (Paraguai), do sensível Crônicas do Fim do Mundo (Colômbia) e do impactante La Playa (também da Colômbia). Cada vez mais precisamos torcer para que esse novo cinema latino ganhe chances no nosso engessado mercado exibidor.

Tem drama, tem ação, tem emoção. Esses são os pontos que funcionam como alicerce deste belo trabalho que muito provavelmente, infelizmente, não deve entrar no nosso circuito comercial. Se tiverem a chance de conferir esse trabalho algum dia, não percam!

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