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Crítica do filme: 'No Meio do Rio, Entre as Árvores'

Com mais de 20 filmes no currículo, o ótimo diretor Jorge Bodanzky chega aos cinemas com seu mais recente trabalho, No Meio do Rio, Entre as Árvores. Ao longo do filme, vamos acompanhando uma oficina de vídeo com habitantes locais, e, que são absorvidos em forma de imagens e depoimentos pelo diretor. É uma mescla da visão do experiente cineasta com uma nova ótica que surge no olhar do cotidiano dos moradores pelos mesmos.

No Meio do Rio, Entre as árvores fala, entre outros assuntos, sobre o desmatamento e auto conscientização que acontece quando os próprios moradores argumentam sobre tal fato. Os costumes locais e as críticas que chegam aos olhos dos espectadores, implícitas, em muitos desabafos dos mais experientes dessa região. É um recorte geográfico e detalhista sobre os rumos do desenvolvimento sustentável, que sofre com a falta de carinho com a administração do dinheiro reservado para ajudar essas comunidades.

Em meio a muitos depoimentos que vemos, uma das denúncias mais profundas e chocantes é a de que a falta de um ensino qualificado e mais regular, acaba afastando os jovens da região que vão para a cidade grande em busca de novas oportunidades. Aos poucos, o público vai percebendo que essa região do país é praticamente esquecida pelo governantes e assim, seus costumes e gostos vão virando presa fácil para a extinção.


O trabalho não deixa de ser um documentário com pegada educacional que se propõe a mostrar comunidades ribeirinhas no alto Solimões, na Amazônia, pelos olhos dos próprios moradores destes locais. O longa-metragem possui um potencial enorme para gerar debates e aulas sobre, assuntos ligados a educação e meio ambiente, assim, já fica a dica aos tantos professores desse nosso Brasil que utilizam o cinema como ferramenta complementar de ensino.

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