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Crítica do filme: 'Moonwalkers'

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. Em seu primeiro longa-metragem no currículo, o cineasta Antoine Bardou-Jacquet resolve aceitar um projeto inusitado escrito pelo roteirista do excelente Morte no Funeral (as duas versões), Dean Craig. Dessa vez, Craig não consegue ajeitar o tom da comédia e tudo para muito exagerado, além da falta de força cênica, carisma mesmo, dos protagonistas em cena. Jacquet se perde do início ao fim, talvez fruto de sua inexperiência, não consegue realizar um bom trabalho.  

Na trama, no final da década de 60, acompanhamos o perturbado agente da CIA Kidman (Ron Perlman) que se mete em uma missão deveras peculiar: encontrar com o diretor Stanley Kubrick e propôr que o mesmo grave uma espécie de filme, do homem pisando na lua, caso a aventura norte-americana no espaço não desse certo. Mas tudo vai por água abaixo quando Kidman se confunde e acaba entregando a ideia sobre o filme para Jonny (Rupert Grint), um trambiqueiro que no final acabará ajudando Kidman a tentar conquistar seu objetivo, só que sem Kubrick.

A ideia inicial era boa: mexia com Kubrick, uma fake viagem à lua, personagens excêntricos em uma Londres de outros tempos, muito louca. A aplicação disso tudo foi um desastre. Deram margem ao extremo da loucura que o roteiro deixava de alcance e esqueceram que o filme poderia ser bem mais que isso. Personagens perdidos em cena, um roteiro que não consegue se ajustar, uma direção confusa. A decepção é tamanha que vira quase um pecado cinéfilo usar o nome do grande Stanley Kubrick numa bobagem desse tamanho.


O filme tem boas cenas de ação e uma abertura criativa mas somente isso. Muito pouco para ser apenas um filme regular, imagina um filme bom. Moonwalkers é uma grande decepção, não há como negar. Ainda bem que o homem foi à lua. Ou será que não foi?

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