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Crítica do filme: 'Os Outros'



A personificação do sonho é também uma forma de carinho por alguém que a gente admira.  Falando sobre o curioso mundo dos covers aqui no Brasil, a experiente e competente cineasta Sandra Werneck buscando ser criativa nas interações narrativas liga a câmera e transforma três simples histórias em um belo e interessantíssimo documentário. Ao longo dos curtos minutos de projeção, conhecemos com detalhes partes importantes do cotidiano desses artistas que vivem em sua essência homenageando diariamente seus ídolos de coração.

Na trama, conhecemos três artistas covers aqui do Brasil. Um deles é Carlos Evanney, que há 14 anos é cover do rei Roberto Carlos, considerado um dos mais respeitados covers do Brasil. O outro artista que aparece no filme é Pepê Moraes, cover do inesquecível Cazuza e que mostra sua complicada rotina em busca de shows para continuar fazendo o que ama. O último é Scarlet Sangalo, um conhecido cover da Ivete Sangalo que precisou superar preconceitos de muitos para poder realizar o sonho de se transformar em Ivete e fazer disso um trabalho rentável. 

Ao longo de entrevistas e uma busca detalhada sobre a rotina dos personagens, vamos entrando a fundo nesse interessante mundo dos covers. A discussão se amplia quando pensamos na relação dos artistas com seus ídolos. Scarlet Sangalo é um observador, acompanha pelas redes sociais as tendências de moda da musa Ivete Sangalo e tenta copiar trejeitos e a alegria, característica marcante da maior cantora de axé que o Brasil já viu. O cover de Cazuza, Pepê, é um fanático por música que acabou por acaso virando o cover do inesquecível Agenor.  O cover de Roberto talvez seja o que possui até um certo tipo de monomania, pegando vícios de trejeitos, guardando um bolo de anos atrás em um pote e realmente tentando seguir os passos de seu grande ídolo. 

 Os Outros tem estreia marcada para o próximo dia 19 de maio e promete, sem dúvidas, agradar a todos que curtem um belo documentário.

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