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Crítica do filme: 'Sing Street'

O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente que há no mundo. Escrito e dirigido pelo ótimo roteirista e diretor irlandês John Carney (dos excelentes Apenas Uma Vez e Mesmo Se Nada Der Certo) essa maravilhosa ‘dramédia’ com pitadas generosas de musical é um grande achado europeu em meio a tantos lançamentos mensais que entram e saem no circuito e infelizmente, em muitos casos, não conseguem ser aproveitados pelo público. Com um elenco desconhecido e um poderoso roteiro, Sing Street conquista o coração de nós cinéfilos em poucos minutos e vamos torcendo para o filme nunca acabar.

Na trama, passado em uma Dublin em meados dos anos 80, conhecemos Conor (Ferdia Walsh-Peelo) um adolescente que se muda para uma nova escola onde começa a sofrer bullying. Em meio a uma tentativa de ser forte em relação a essa situação, se apaixona perdidamente por uma jovem mais velha e para conquistar seu coração, resolve criar uma banda com alguns amigos, que conhece na nova escola, e assim uma linda história de amor surge.  

Essa produção é muito mais profunda nos argumentos de seus assuntos do que se é imaginado quando feito a leitura da sinopse. Carney, com grande sabedoria, explora o universo adolescente na escola além de mostrar uma realidade impactante para a galera dessa idade que é a separação dos pais e como a rotina diária muito quando isso acontece. As questões sobre o primeiro amor são maravilhosamente navegadas, tudo com altas doses de originalidade. Percebemos em poucos instantes de projeção como o filme tenta se distanciar de outras produções que falaram sobre temas que ocorrem nessa pérola européia.

As canções, talvez o ápice do longa metragem são sensacionais. Dá vontade de levantar da cadeira do cinema e começar a dançar. Acredito que os próprios atores sentiram isso, a transformação do protagonista é genial, antes um jovem nerd solitário se torna mais pra frente um líder de uma banda super eclética que acredita no amor e nos sentimentos desde cedo. Um fato para abrilhantar mais ainda essa produção, Carney se inspirou na história de sua vida e ainda teve a colaboração mais que especial do vocalista Bono, da banda U2.


Sing Street teve sua première mundial no prestigiado Festival de Sundance desse ano e infelizmente não possui data para estrear no circuito cinematográfico brasileiro. Caro leitor, caso tenha a chance de conferir esse filme, não perca essa oportunidade é um filme que beira as inesquecíveis histórias de amor que já vimos em grandes telas por aí. Bravo!  

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