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Crítica do filme: 'A Morte Te dá Parabéns'

O ‘Bu’ que já vimos em outros filmes. Misturando Feitiço do Tempo (com direito a citação ao fim da trama) com diversos filmes do universo terror dos anos 90 (encabeçado pela saga clássica de Wes Craven – Pânico) chegou aos cinemas brasileiros perto da simbólica data de Dias das Bruxas, A Morte Te dá Parabéns. Sem nenhuma pretensão de fazer algo diferente do que visto em outros roteiros, em relação aos mistérios envoltos a um assassino mascarado, esse projeto ganha a intenção apenas de trazer para geração do whatsapp um pouco do passado dos filmes de terror norte americano que levaram milhares ao cinema para conhecer seus mistérios.

Na trama, dirigida pelo cineasta californiano Christopher Landon (do engraçadinho Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi), acompanhamos a fútil e desinteressada Tree (Jessica Rothe, do simpático Sobre Viagens e Amores), uma estudante de graduação que vê o inusitado acontecer em sua vida quando o mesmo dia se repete seguidamente, e o pior: ela morre ao fim de cada noite. Querendo descobrir uma fórmula mágica para ver se acorda no outro dia, ela passa a investigar o próprio futuro assassinato com a ajuda do novo amigo Carter (Israel Broussard).


Se trouxesse alguma novidade ao tema, poderia ser um prato cheio para os amantes do gênero. Mas não, opta pelo caminho mais seguro, o feijão com arroz já apresentado na terra do Tio Sam. O esforço da protagonista, interpretada pela talentosa Jessica Rothe uma hora chega a ficar cansativo/exagerado. As idas e vindas no dia acontecem de maneira pouco detalhista tentando puxar para um ar cômico forçado a cada nova acordada. O clímax só chega perto do fim, quando descobrimos quem estar por trás da tragédia anunciada, que dificilmente convence alguém. A Morte Te dá Parabéns é um passatempo repetitivo onde a cada minuto que passa percebemos que já vimos aquela história em algum lugar de nossas mentes cinéfilas.

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