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Crítica do filme: 'Ad Astra'


Quando a razão e a emoção se encontram no espaço. Fortíssimo concorrente a vagas em algumas categorias do próximo Oscar, Ad Astra entrega muito mais do que promete, além de referências cinéfilas a todo instante. Com uma brilhante atuação do excelente ator Brad Pitt e uma direção pra lá de competente de James Gray, o filme navega pelo sentimento através do lugar mais silencioso que conhecemos. A junção de ciência e ficção, que principalmente para leigos se torna algo fantástico pois não sabemos as reais limitações físicas espaciais, é a fórmula de sucesso desse grande filme.

Na trama, em uma linha de tempo desconhecida mas pra frente de nosso tempo, conhecemos Roy Mcbride (Brad Pitt) um militar astronauta de alta patente que após um acidente no espaço, onde ele, quase literalmente, cai na terra, é convocado por seus superiores para embarcar em uma missão surpreendente: caçar os rastros de seu pai, H. Clifford McBride (Tommy Lee Jones) sumido faz anos (que ele pensara estar morto) pois o mesmo está em posso de um dispositivo que é uma real ameaça à humanidade. Assim, largando tudo que é sentimento na Terra, Roy embarca em uma viagem sem destino rumo as profundezas do espaço.

Profundo, impactante e com alta carga emocional mas com um andamento cinematográfico que empolga apenas quem é fisgado pela história desde o início. As cenas no espaço são algo sublime, encanta todos que olham para cima e pensam nas surpresas e como será estar por lá. Ad Astra tem esse fator implícito de brincar com o imaginário e entregar um filme de aventura com todos os elementos certos, na hora certa para que a interação aconteça. Grande parte da força dessa bela produção vem da atuação magistral de Brad Pitt e seu desconstruído personagem, que passa por diversas transformações emocionais ao longo dos 123 minutos de projeção.

A relação pai x filho estabelecida, a rebeldia de um líder (fato esse que gera paralelos com o clássico Apocalipse Now), a razão e a emoção no que acreditar, as criações ainda inexistentes de vivência fora da Terra, o inusitado, o místico, o suspense, todas as peças se encaixam com perfeição cirúrgica. Ad Astra é um daqueles filmes imperdíveis desse ano. E é pra ver no cinema!

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