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Crítica do filme: 'Os Mortos Não Morrem'


As loucuras de um roteiro descontrolado. Três anos depois de realizar uma de suas obras-primas no cinema, o fantástico Paterson, o cineasta norte-americano Jim Jarmusch volta as telonas escrevendo e dirigindo um filme sem pé nem cabeça que tenta falar metaforicamente sobre zumbis mas acaba sendo uma sequência de cenas bizarras sem qualquer equilíbrio com uma história interessante. Reunindo um elenco conhecido, como: Bill Murray, Adam Driver, Chloë Sevigny, Steve Buscemi, Danny Glover, Caleb Landry Jones e Tilda Swinton, Os Mortos não Morrem passa longe de ser brilhante como outras obras do famoso diretor. Uma grande decepção.

Na trama, conhecemos uma pacata cidadezinha no interior dos Estados Unidos que começa a apresentar situações estranhas beirando o bizarro e assim, os policiais Cliff (Bill Murray) e Ronald (Adam Driver) começam a se preparar para o inusitado: uma invasão zumbi. Tentando bolar algum tipo de plano para se protegerem e aos outros, a dupla de policiais conta com a ajuda de policial Mindy (Chloë Sevigny) e da curiosa personagem Zelda (Tilda Swinton). Ao longo do estranhíssimo roteiro vamos vendo situações para lá de loucas com os personagens.

Sinceramente não dá pra entender o que Jarmusch quis dizer com esse filme. Completamente alucinante e pirado do início ao fim não se encontra sentido em nenhuma linha do roteiro. É como se ligassem a câmera e os atores tentassem interpretar personagens que não sabem nada sobre e nem entendem o sentido daquela história. Buscando sempre o inusitado, o famoso diretor acaba se perdendo na sua própria excentricidade, levando os cinéfilos a perderem quase duas horas de seu precioso tempo.

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