Pular para o conteúdo principal

E aí, querido cinéfilo?! - Entrevista #105 - Nane Lessa


O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.

Nossa convidada de hoje é cinéfila, do Rio de Janeiro. Leidiane Lessa, mais conhecida como Nane Lessa, é psicóloga e arte educadora. A arte sempre teve papel fundamental e afetivo na sua história. Possui vários momentos da infância marcados pelos filmes que assistia com sua mãe. Há algum tempo, assiste pelo menos 200 filmes por ano. Como seus amigos sempre a procuravam em busca de indicações, daí veio a ideia de criar um Instagram com dicas de filmes o @umtakeumfilme (instagram.com/umtakeumfilme).

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Eu amo o Cinema Estação! Tem os filmes mais alternativos e com diretores menos conhecidos. Ainda conta com uma livraria! O ambiente e decoração são acolhedores. Torcendo para que sobreviva a pandemia!

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

Réquiem para um sonho. Apesar de não ter assistido no cinema, foi um marco para mim.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Muito difícil responder essa pergunta. Um dos preferidos. Wes Anderson! O filme: Grande Hotel Budapeste! Ou Christopher Nolan! Interestelar.

 

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Bacurau, apesar de amar Cidade de Deus, também! Mas Bacurau é um acontecimento socioantropológico! É moderno, crítico, real, com um roteiro impecável!

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

É ter a vida, pensamentos e ideias, transformados por meio de filmes! É aprender através deles!

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não!

 

7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Espero que não!

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Alabama Monroe.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Levando em consideração que quase tudo já abriu, acho que sim.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Acredito que o cinema nacional vem evoluindo aos poucos! Os últimos anos foram importantes. O cinema do Kleber Mendonça Filho é importantíssimo e tem muita qualidade.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Admito que nenhum ator, apesar de admirar o trabalho do Selton Mello, Irandhir Santos e Jesuíta Barbosa. Não perco nenhum filme do Kleber Mendonça Filho.

 

12) Defina cinema com uma frase:

Tudo pra mim!

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema:

Uma mulher tendo crise de riso, em momentos aleatórios, na pré-estreia de Vingadores, umas 2h da manhã!

 

14) Defina 'Cinderela Baiana' em poucas palavras...

Nunca vi, mas deve ser um espetáculo! Hahahaha.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Não acho que precise, mas acredito que, para se fazer um bom filme, você precisa já ter assistido muitos filmes, ser cinéfilo. Claro que existem pessoas foram da curva, que conseguem ser bons diretores sem serem cinéfilos, mas no meu mundo ideal, todos seriam cinéfilos!

 

16) Qual o pior filme que você viu na vida?

SPF-18.

 

17) Qual seu documentário preferido?

Last Breath.

 

18) Você já bateu palmas para um filme ao final de uma sessão?

SIM!

 

19) Qual o melhor filme com Nicolas Cage que você viu?

60 segundos.

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...