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Crítica do filme: 'Jogo Perigoso'


Uma série que virou filme: a questão sempre complicada dos formatos. Chegou à Amazon Prime Video, em formato de filme, o projeto Most Dangerous Game, ou por aqui Jogo Perigoso, estrelada por Liam Hemsworth, Sarah Gadon e o vencedor duas vezes do Oscar Christoph Waltz. Abordando uma caçada humana bem próximo da linha do absurdo buscando reflexões sobre capitalismo e sociedade de maneira rasa e muitas vezes batida, o projeto, picotado da série original é um complicado trabalho de edição que nos leva à muitas lacunas principalmente sobre a questão da encruzilhada que vive o protagonista.


Na trama, acompanhamos Dodge (Liam Hemsworth) um esforçado marido e futuro pai de família que passa por um terrível momento financeiro já que investiu tudo que tinha em um enorme edifício inacabado no coração de uma grande cidade. Ele mora com a esposa Val (Sarah Gadon) que está grávida do primeiro filho do casal. Um dia, ele conhece Miles (Christoph Waltz), um enigmático articulador, e recebe uma inusitada proposta de ser o protagonista de um jogo ao estilo Caçada Humana onde ele tem 24 horas para fugir de impiedosos jogadores que tem um objetivo apenas: o matar. Se ele participar a cada hora uma gorda recompensa em dinheiro é depositada em sua conta. Sem saber o que fazer e analisando todo o contexto de sua vida ele precisará enfrentar grandes desafios pela sobrevivência.


Um dos grandes problemas desse projeto é o ritmo, corrido demais e sem muitos pontos de ligação. O foco é total nas cenas de ação, o que de fato faz muito sentido, já que a trama mais elaborada talvez encontremos no seriado que a história pertence. A narrativa encosta na premissa de Round 6 e outros projetos bem badalados atuais só que sem a profundidade necessária para buscarmos reflexões mais amplas. Faltam muitos porquês. O roteiro busca seus objetivos nas armadilhas que são colocadas de qualquer maneira dentro de uma história que deveria ser simples mas as portas abertas são demasiadas e nenhuma com resolução aceitável para qualquer bom entendimento.

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