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Crítica do filme: 'Being the Ricardos'


As escadas da ambição em contraponto as emoções. Buscando explorar um recorte na vida profissional e amorosa do ator cubano radicado em Hollywood Desi Arnaz e da talentosa e exigente nova iorquina Lucille Ball, Being the Ricardos, disponível na Amazon Prime Video é um filme que navega pela metalinguagem para nos mostrar as dores e exigência de uma época onde a indústria do entretenimento só crescia e moldava o famoso American way of life. Escrito e dirigido por Aaron Sorkin, mesmo com duas ótimas atuações dos seus protagonistas, Nicole Kidman e Javier Bardem, o filme parece se perder no seu tempo, no seu ritmo de narrativa, acaba não se desenvolvendo aos olhos do espectador.


Na trama, conhecemos Lucille Ball (Nicole Kidman) e Desi Arnaz (Javier Bardem) dois famosos atores da década de 50 nos Estados Unidos que protagonizam um dos maiores sucessos da televisão norte-americana na época: I Love Lucy. O Sitcom é visto por milhões de pessoas semanalmente deixando a dupla de artistas em grande evidência de suas vidas pessoais. Quando Lucille é acusada de ser comunista, o programa acaba enfrentando uma semana extremamente complicada com desenrolares que vão desde as incertezas sobre o futuro da sitcom até mesmo um escândalo na vida do casal.


Indicado a três globos de ouros (com boas chances de chegar com alguma indicação ao Oscar), Being the Ricardos acaba sendo um retrato frio de uma época que mistura talento com ambição como se o roteiro quisesse a todo instante puxar a cortina que separa a realidade da ficção na vida de artistas badalados e seu grande show. A metalinguagem aqui é usada em demasia como se fosse abre alas de arcos muito mal definidos dentro de uma narrativa sonolenta de Sorkin. Os conflitos dos personagens só são definidos realmente por meio de linhas tortas e diálogos complexos como se aqueles personagens fossem figuras constantes em nossas buscas pelo google. Ao longo das inacabáveis duas horas de projeção conseguimos nos conectar pouco com os personagens que por mais que seus intérpretes estejam muito bem não conseguem se desenvolver aos nossos olhos.

 

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