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Crítica do filme: 'Homem-Aranha: Sem Volta para Casa'


Quando o aproveitamento da criatividade é certeiro. Em mais um novo filme da franquia de um dos super heróis mais famosos do universo dos quadrinhos, dessa vez vemos um tremendo amadurecimento de um personagem que sempre precisava de um mentor para poder se desenvolver. Depois de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, não mais. Absorvendo tudo de criativo que uma franquia gloriosa, e ligada diretamente ao universo cinematográfico da Marvel, pode conseguir em cerca de duas horas de projeção, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa além de salvar a pele dos cinemas que estavam sofrendo em busca de novos tempos nesse quase pós pandemia nos apresenta uma história sólida e bastante profunda com inúmeras surpresas.


Na trama, voltamos a encontrar o grande herói da vizinhança que dessa vez, após tudo que passou em Guerra Infinita e End Game, tem sua identidade revelada para todo mundo o que acaba causando um verdadeiro caos em sua vida e na de todos ao seu redor. Assim, pensando em meios de consertar (essa palavra bastante usada no universo marveliano) a situação vai á procura do maior dos magos na Terra, o Doutor Estranho, para tentar com que todos esqueçam quem ele é de verdade. Só que o feitiço que o ex-médico faz acaba gerando uma onda multiversal e acaba libertando para esse universo todas as pessoas que sabiam quem ele era em outros, como vilões implacáveis vistos em filmes passados. Assim, uma série de batalhas e escolhas serão travadas para que tudo volte, de alguma forma, ao normal novamente. Mas será que é possível?


Nesse recorte de franquia com o ótimo Tom Holland no papel principal vemos os conflitos do personagem em algumas esferas. Muito legal ver sua preocupação com a entrada na faculdade de seus sonhos e como ele divide isso com os amigos, família e com seu grande amor. A inconsequência de ser um jovem brilhante mas muito imaturo, que sempre precisou de um mentor para brilhar, acaba dando luz a uma série de atitudes que colocam novamente em risco o planeta. Isso tudo é trabalho muito bem pelo roteiro, principalmente as ações e consequências. Mas como todo super herói tem um pitadinho de sorte, acaba sendo ajudado por pessoas inimagináveis e que só o cinema com sua magia pode proporcionar.


Antes do Homem de Ferro, o Thor, o Hulk, o Capitão América, serem populares nos cinemas,  já existia um brilhante personagem que já teve outras franquias mas que precisava de um filme como esse para de vez marcar seu espaço numa tela enorme. Homem-Aranha: Sem Volta para Casa é empolgante do início ao fim, não é difícil de acreditar que muitos dirão ser um dos melhores filmes feitos pela Marvel em toda sua história. Bravo!

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