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Crítica do filme: 'Chamas da Vingança' (1984)


Baseado no livro, de 512 páginas, chamado Firestarter, do aclamado escritor Stephen King, Chamas da Vingança, lançado já no longínquo ano de 1984, nos mostra os horrores provocados na vida de uma família por um experimento ligado a uma organização governamental. Mesclando drama com suspense e pitadas de ação, o longa-metragem, que marca um dos primeiros trabalhos de Drew Barrymore nos cinemas (logo depois de sua participação em E.T. O Extraterrestre), explora a auto sobrevivência, a relação familiar e as maneiras de enxergarmos o mundo quando esse nos volta de maneira violenta. 

Na trama, conhecemos Andrew (David Keith) e Charlie (Drew Barrymore), pai e filha que estão em fuga após serem perseguidos por integrantes de uma organização ligada ao governo chamada A Oficina (The Shop). Anos atrás, Andrew e a mãe de Charlie, Vicky (Heather Locklear) resolveram ganhar uns trocados em um experimento na faculdade que estudavam, fato que os levou a terem determinados poderes ligados ao controle da mente. Os integrantes de A Oficina (The Shop) agora acham que Charlie, por ser filha de Andrew e Vicky, possa também ter poderes ainda mais poderosos como a pirocinética. Lutando contra tudo e todos, pai e filha precisarão fugir para onde for possível mas não será fácil escapar das garras de Hollister (Martin Sheen) e o terrível John (George C. Scott), integrantes da organização que os persegue.


Estimado em 15 milhões de dólares, um enorme orçamento para a época, Chamas da Vingança bate na tecla das conspirações ligadas a empresas próximas de governos, de altas patentes de comando, transformando o drama familiar em uma saga de heróis e vilões. Na parte técnica, podemos conferir a criatividade em algumas cenas ainda nos primórdios dos efeitos especiais dentro de uma narrativa que adota o flashback para explicar o seu presente cenário. Os personagens buscam suas complexidades na maneira como encontram suas soluções para os conflitos que aparecem pelo caminho. É interessante nessa questão olharmos para como o pai e a mãe de Charlie se posicionam sobre o futuro da filha.


Essa versão da década de 80 não se encontra até a presente data em nenhum streaming. Merecia encontrar um cantinho em algum deles.



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