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Crítica do filme: 'Casamento Sangrento'


As loucuras do olhar para o matrimônio de uma família perturbada. Lançado no final de 2021 no catálogo da Star Plus, o intenso longa-metragem dirigido brilhantemente pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, Casamento Sangrento é uma mistura de ação, comédia e terror que se joga em uma narrativa eletrizante, com altas doses de críticas sociais, na busca pela profundidade de um recorte bastante peculiar para uma milionária família e uma protagonista que tinha apenas um sonho: se casar!


Na trama, conhecemos Grace (Samara Weaving), filha de pais adotivos que sempre sonhou em ter uma família e está prestes a realizar seu sonho já que encontrou seu príncipe encantado, Alex (Mark O'Brien), um apaixonado futuro marido. No dia do casamento, ela vai passar as futuras horas na mansão da família do rapaz (que fez fortuna ao longo do tempo no início com uma fábrica que criava baralhos, depois vendia jogos de tabuleiros, e mais pra frente empreendedores bem sucedidos), e lá acaba conhecendo melhor uma tradição macabra onde o destino pode ser definido ao puxar uma carta que faz parte de um jogo que vem de ancestrais passados. Assim, em uma enorme mansão, cheia de passagens secretas, câmeras por todos os lados, vemos uma surpreendida protagonista que vai precisar ser muito corajosa em uma luta pela sobrevivência.


Com um modesto orçamento de seis milhões de dólares (arrecadando quase 10 vezes mais em bilheterias em todo o mundo), Casamento Sangrento é um terror que se camufla no terrir para abordar as linhas psicológicas de intrigantes personagens que passeiam pela tela em uma noite repleta de emoções. O esteriótipo aqui se torna peça chave para entendermos as ambiguidades das mentes perturbadas que conhecemos fazendo o espectador pensar o que faria se estivesse na situação de Grace. Os paralelos sendo trazidos em partes para com os conflitos entre sogros e nora são ótimos. A maneira como é contada essa história (que também chamamos de narrativa) é bastante certeira, embaralha os conflitos de sentimentos definindo muito bem as peças nesse enorme tabuleiro da loucura.


Sorte? Destino? Precisando passar por momentos surpreendentes, até mesmo um pisque esconde aterrorizante, a protagonista é um elemento fundamental nessa história. Muitas vezes nos sentimos dentro de um jogo de videogame, onde a heroína está bem definida aos nossos olhos. Ela precisa embarcar nos absurdos para entender e saber agir dentro de todo o contexto. E por falar em contexto, Casamento Sangrento tem um desfecho arrebatador, até mesmo desafiante e corajoso, que vai gerar inúmeras interpretações.



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