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Crítica do filme: 'Esquema de Risco: Operação Fortune'


Quando as peças não se encaixam. O britânico Guy Ritchie é dono de uma bela filmografia, com muitas produções explosivas, marcantes diálogos, excêntricos personagens que contornam quase sempre inusitados conflitos. Em Esquema de Risco: Operação Fortune, seu trabalho mais recente, tudo parece muito raso, corrido, sem pontos impactantes mesmo contando com um dos seus artistas favoritos, com o qual já trabalhou em cinco outros trabalhos, o astro dos filmes de ação Jason Statham. A narrativa (a maneira como é contada essa história) transborda sonolência, pecando no desenvolvimento, deixando apenas um lapso de brilho para o excêntrico personagem de Hugh Grant.


Na trama, conhecemos o competente (e cheio de regalias) agente secreto Orson (Jason Statham) que embarca em mais uma missão perigosa pelo mundo designado para tal pelo seu chefe Nathan (Cary Elwes). Ele precisa usar como bode expiatório o astro do cinema Danny (Josh Hartnett) para fisgar a atenção do bilionário Greg (Hugh Grant). Para essa nova batalha, Orson contará com a ajuda de uma nova equipe, formada pelo exímio atirador JJ (Bugzy Malone) e a especialista em tecnologia Sarah (Aubrey Plaza).


Satélites, comunicações, brigas geopolíticas. O roteiro se esforça em trazer assuntos que estão no cotidiano modelados para a ação tendo no ponto de vista do herói o foco total. As resoluções simplistas e personagens mal desenvolvidos acabam prejudicando a narrativa que sai correndo em busca da ação e esquece do contexto, deixando pontos soltas pelo caminho.


Filmado em lugares como Turquia e Catar, Esquema de Risco: Operação Fortune teve uma rápida passagem pelo circuito exibidor brasileiro e, pra quem interessar, deve tá chegando em alguma plataforma de streaming muito em breve.



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