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Crítica do filme - 'Beleza Adormecida'

(Reprodução)

Dirigido e roteirizado pela estreante Julia Leigh, “Beleza Adormecida”, é um drama que tem uma atmosfera esquisita, e mostra uma jovem completamente inconsequente que arranja um novo emprego bem suspeito. A trama tenta ser detalhista mas acaba sendo insuportável, a vontade pegar no sono ou sair da sala do cinema baterá em sua cabeça a todo instante.

Na história, temos um retrato assustador da vida de uma jovem estudante universitária que é envolvida em um mundo misterioso do prazer e sexo escondido quando arranja um emprego freelancer para trabalhar como garçonete, que tem como ‘modelito’ uma lingerie insinuante. A jovem não sabe mas é drogada com soníferos fortíssimos e toda noite é acompanhada de velinhos que se aproveitam da situação, cada um a sua maneira.

O filme não tem propósito, não tem emoção. Aos olhos da protagonista tentamos entender uma trama que é um absurdo completo. Com direito a um nu frontal (totalmente desnecessário) de um senhorzinho de mais de 70 anos de idade, o filme se torna indigesto e bem cafona em quase todas as sequências da ‘bela adormecida’.

No papel principal temos a jovem Emily Browning (“Sucker Punch - Mundo Surreal”), que interpreta Lucy (ou Melissa, ou Sara), uma jovem que trabalha como garçonete, ajudante administrativa e servente sexy de festas de senhores com grana. Personagem um tanto quanto não regulada da cabeça, dorme no chão do escritório, queima cédulas de seu salário, vai para o bar quase toda noite se insinuar aos marmanjos de plantão, que chegam a apostar uma transa com ela no cara e coroa. O trabalho da atriz australiana é muito prejudicado por uma história completamente vazia onde sua personagem tem a difícil missão de preencher muitas lacunas, fato que não ocorre.

Muitos acharão a produção metafórica e encontrarão entendimento nesse audacioso trabalho. Mas a verdade é que as peças desse quebra-cabeça não fazem parte do mesmo jogo. Como nos últimos filmes de Nicolas Cage: Fujam para as montanhas!  


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