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Crítica do filme: ' Batem à Porta'


O jogo de argumentações que envolve o fim do mundo. Novo trabalho do cineasta indiano M. Night Shyamalan, Batem à Porta envolve o espectador em uma longa batalha de argumentos, tendo como plano de fundo um sinistro clima de tensão, aos olhos de uma família que se vê presa por um grupo de pessoas que dizem saber como terminar com o fim do mundo. Baseado no livro The Cabin at the End of the World do escritor norte-americano Paul G. Tremblay, o projeto bate na tecla do achismo, entrando em conflito com crenças ou mesmo a forma como os personagens entendem o mundo até ali.


Na trama, conhecemos o casal Eric (Jonathan Groff) e Andrew (Ben Aldridge), que junto com a filha adotada Wen (Kristen Cui), estão indo para férias em uma casa isolada, próxima de um lago, uma espécie de cabana na floresta. Tudo ia bem por lá, até a chegada de um grupo de quatro estanhos, liderado por Leonard (Dave Bautista), que faz a família de refém com o propósito de que eles os ajudem a acabar com o apocalipse. Assim, em forte clima tenso, um jogo de argumentações que envolve o fim do mundo se torna o epicentro dessa história, onde decisões dolorosas se tornam iminentes.


Um delírio coletivo? Visões aleatórias? Caos emocional? A tensão não se desprende da trama, queremos saber as prováveis, ou até mesmo improváveis, respostas conforme vamos conhecendo mais dos personagens. Flashbacks nos mostram determinados momentos na vida do casal, das escolhas que os levaram até ali. Aos poucos é construído uma longa batalha de argumentos tendo como plano de fundo um sinistro clima de tensão onde a verdade se torna uma variável que muda conforme o tempo passa. Há a necessidade de reflexões em todas as linhas do roteiro, principalmente para se chegar no interpretativo desfecho com uma opinião sobre que seria de fato essa história.


Tudo é apenas uma coincidência? Como linkar o caos do cotidiano como parte de uma narrativa? Buscando referências também em crises sociais e até mesmo existenciais, o filme navega na tensão para apresentar uma trama repleta situações extremas, estresse constante, cenas de violência. Joga fora a melancolia é estabelece de forma objetiva seu principal foco mostrar que é um filme sobre escolhas.



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