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Crítica do filme: 'Rambo - Programado Para Matar'


Antes de embarcar na terceira aventura do pugilista mais famoso do planeta cinema, Rocky Balboa, Sylvester Stallone foi chamado para interpretar um outro personagem que seria ao lado do garanhão italiano um dos mais emblemáticos de sua carreira. Rambo - Programado Para Matar, baseado na obra homônima do escritor canadense David Morrell, é um filme de ação que explora o conflito pós-traumático ao lado de uma crítica social profunda em um Estados Unidos pós Guerra do Vietnã.   


Na trama, ambientada na fictícia cidade de Hope, em Washington, conhecemos John Rambo (Sylvester Stallone), um ex-membro de uma das principais forças especiais do exército norte-americano, os boinas verdes, que sobreviveu aos horrores do Vietnã e volta para casa após cumprir seus deveres militares. Ele resolve ir até a cidade onde um amigo do seu pelotão de elite reside, mas acaba sendo perseguido e preso, praticamente sem motivos, por um carrancudo xerife local chamado Will Teasle (Brian Dennehy) e acaba se refugiando em uma área florestal onde é caçado. Só que seus inimigos não esperavam que ele se sente melhor nessas condições do que em qualquer outras.


Lançado no início da década de 80 e dirigido por Ted Kotcheff, o projeto nos leva para dentro da mente de um homem treinado para matar, completamente sem família, um nômade que só sabe uma direção. A narrativa em seu desenvolvimento explora com eficácia um fator importante por aqui, o trauma. Os abalos emocionais mostrados, os gatilhos provocados, por meio de lampejos em forma de flashbacks vamos tendo uma ideia do complicado cenário emocional que estamos sendo testemunhas. Aliás, esse filme é um prato cheio para psicólogos!


Dentro do fator da Guerra do Vietnã, nesse pós-conflito, Rambo simboliza milhares de soldados que voltaram para casa e foram destroçados pela opinião pública, alguns até sem conseguir um simples emprego qualquer. A crítica social aqui se expande para a política de armas dos Estados Unidos. 

    

Rambo - Programado Para Matar é longe de ser uma obra-prima mas é muito mais que um filme de ação qualquer pois consegue gerar o refletir sobre assuntos que viriam a se tornar atemporais.




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