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Crítica do filme: 'Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado'


No ano seguinte após o sucesso estrondoso de Pânico, um outro filme do subgênero do terror, o slasher, chegou aos cinemas uma obra repleta de tensão que aborda as consequências de uma escolha na visão de jovens amigos à beira de fases importantes de suas vidas. Dirigido por Jim Gillespie, com roteiro assinado pelo craque Kevin Williamson, baseado no romance homônimo da escritora Lois Duncan, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado é um daqueles filmes que envelhecem mal.


Na trama, acompanhamos quatro jovens amigos que voltando de uma noitada na praia no dia da independência norte-americana, pegam o carro e numa distração, em meio as curvas perigosas de uma estrada, acabam atropelando uma pessoa. Tendo que decidir em minutos quais os passos a se seguirem nessa situação, optam pela pior opção que é a de não chamar a polícia e ainda por cima jogam o corpo na água. O tempo passa e logo percebemos como o ocorrido impactou suas vidas e para piorar um deles recebe um bilhete que diz exatamente o título do filme:  Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Assim, começam uma busca para saber quem era aquela pessoa que eles atropelaram e quem está causando mortes pela cidade.


Rodado em quase dois meses na Califórnia, o projeto busca sua força na questão da escolha em momentos chaves na vida. Desde a apresentação dos personagens, seus sonhos, seus desejos, são colocados ao público, assim chegamos nas personalidades distantes de quatro personagens que caminham pela trama mas com uma forte ótica de uma protagonista feminina. Conhecemos um playboy mimado que sonha em ser jogador de futebol americano, uma jovem que acabara de ganhar o prêmio de rainha em um festival da cidade, uma estudiosa e exemplar aluna prestes a entrar numa grande faculdade e um jovem de classe social diferente dos demais ainda em busca de sonhos para seu futuro. Assim, quando a hora da decisão de ajudar ou não o atropelado chega, as dúvidas aparecem e principalmente sobre o que seria do destino deles.


Quando as peças são apresentadas e uma caçada mortal começa a se configurar, a narrativa se perde na obviedade, abrindo espaço para os clichês, deixando o superficial tomar conta, restando apenas as incertezas de alguma surpresa. A tensão não é contida, sustos aparecem, mas o desenvolvimento do roteiro acaba ficando arrastado, sem brilho. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, mesmo sendo considerado um enorme sucesso comercial, não é nem de longe o melhor filme onde um assassino misterioso aparece e uma busca por sua identidade vira o objetivo dos sobreviventes. É um filme que envelhece mal, daqueles que a cada vez que assistimos gostamos menos.



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