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Crítica do filme: 'Trumbo - Lista Negra'

O pensamento é o ensaio da ação.  Dirigido pelo norte-americano Jay Roach (Entrando numa Fria), Trumbo – Lista Negra é um drama com altas pitadas cômicas que possui atuações  acima da média, um roteiro excelente e uma direção deveras competente. O projeto não deixa de ser uma grande homenagem ao cinema e um grande reconhecimento a esse excelente roteirista que por ano teve suas histórias bloqueadas pelo controle norte-americano anti-comunismo.

Na trama, conhecemos várias passagens da vida do roteirista Dalton Trumbo (Bryan Cranston), um escritor de sucesso que teve sua carreira em risco após ser perseguido pelo governo norte-americano acusado de comunismo. Ele esteve preso mas nunca parou de escrever e inacreditavelmente ganhou um Oscar de melhor roteiro, assinando com outro nome, ou, em outro caso, dando seu texto para que um colega assinasse. Além de ser uma figura que transpira simpatia, Trumbo contribuiu demais para o desenvolvimento da sétima arte não só nos Estados Unidos mas no mundo todo.

Perseguido por suas posições políticas, um escândalo na época, Trumbo lutava basicamente contra a criminalização do ato de pensar. O charme da época, muito bem retratada no filme, não apaga a mancha que foi a perseguição chamada de ‘A Lista Negra de Hollywood’: uma lista mantida pela indústria cinematográfica norte-americana à roteiristas, atores, diretores, para boicotar simpatizantes do Comunismo e os negar empregos.  Contando segundos, não minutos ou horas, o tempo na prisão levam Trumbo a um desgaste de emoções e desilusões. Nessa hora, principalmente, Bryan Cranston brilha e mostra todo seu talento, merecida sua indicação ao Oscar de Melhor Ator neste ano.

Uma batalha desproporcional jurídica também é ponto chave do filme, mostrando com detalhes toda a briga e polêmica que as acusações feitas causaram na época. O roteiro, assinado por John McNamara, baseado em fatos reais, narrados no livro Dalton Trumbo (1977), de Bruce Cook.  é muito bom e explica de cabo a rabo toda a trajetória desse icônico personagem do mundo da sétima arte. Vocês não podem perder este belo trabalho, dia 28 de janeiro nos cinemas!


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