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Crítica do filme: 'Tirando o Atraso'

Dirigido pelo cineasta britânico Dan Mazer, que apenas tinha tido uma experiência em longas-metragens com o filme Dou-lhes Um Ano (2013), Tirando o Atraso é uma comédia honesta que desde seu arco introdutório se coloca como apenas uma diversão sem pretensão aos olhos cinéfilos. Protagonizada pela dupla Robert de Niro e Zac Efron, o filme, que estreou na última quinta-feira (04) será fuzilado pela crítica especializada mas com certeza tirará muitos risos de quem for assistir.

Com parte das filmagens sendo realizada na cidade de Atlanta, Tirando o Atraso conta a história de um jovem advogado chamado Jack (Zac Efron), dedicado profissionalmente, que precisa dar uma carona para o avô, Dick, um aposentado do exército, que não vê a muito tempo. O jovem só não esperava embarcar em uma alucinante viagem cheia de mulheres, descobertas e surpresas.

O filme fala também sobre escolhas e nesses momentos, apenas a comédia salva com alguns bons diálogos. O roteiro é apenas raso em alguns quesitos. É bem forçado o contexto de romance que acontece entre Jack e uma colega da ex-escola, é mal aproveitada e praticamente sem explicação a relação entre o protagonista mais jovem e seu pai. A esposa de Jack, interpretada por Julianne Hough (Rock of Ages) apenas dar o ar de sua graça no final, com uma cena bem engraçada ao som de Celine Dion.


Robert de Niro é um ator versátil mas que nesse longa-metragem perde um pouco o personagem em alguns momentos. A química com Zac Efron até que funciona até certo ponto, a troca de idades e a mudança de senso comum da maturidade vir de alguém mais jovem para alguém mais velho. Ao fim do último ato, em um desfecho um pouco decepcionante que opta pela mesmice de outros filmes do gênero, percebemos que faltou um pouco mais de fé na química entre os protagonistas para que o filme tivesse mais méritos. 

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