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Crítica do filme: 'El Pepe, uma Vida Suprema'


A beleza da simplicidade. Dirigido pelo premiado cineasta sérvio Emir Kusturica, El Pepe, uma Vida Suprema navega pela intensa vida do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, um homem adorado por seu povo que conseguiu mudar o Uruguai de patamar no cenário latino-americano e porque não dizer também mundial. Ao longo dos quase 80 minutos de projeção, conhecemos as manias, as famosas histórias sempre em pano de fundo os últimos dias de presidência da celebridade sul americana.

Já disponível no catálogo da Netflix, o documentário que teve estreia no famoso Festival de Veneza no ano de 2018 apresenta um pouco profundo raio-x da vida de militância do uruguaio, seu grande amor da vida que também era militante, e toda força que conquistou através do silêncio por ter ficado preso por mais de uma década rodando de prisão em prisão durante a ditadura uruguaia. Vivendo uma vida simples, mesmo quando era o chefão de seu país, sempre a bordo de seu famoso fusquinha, vemos uma homem e um objetivo: melhorar em todas as áreas o país que tanto ama. Amante da agricultura, passa horas do seu dia ao lado de seu plantio e também ensina aos que querem aprender.

Surpreendente em alguns relatos, Pepe e suas histórias deixam um grande plano de interação com Kusturica, deixando o filme bastante informal e natural. Usando um ponto eletrônico, a tradução simultânea, o diretor se diverte com muitos dos pensamentos de Mujica. Nem vemos o tempo passar e ainda da gostinho de quero mais. Que vida, que história. Que bom pra América do Sul!

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