08/11/2020

Crítica do filme: 'Kramer vs Kramer' (*Revisão*)


Até onde vai o amor dos pais por seus filhos? Dirigido pelo cineasta Robert Benton, com roteiro do mesmo baseado no livro homônimo do romancista Avery Corman, Kramer vs Kramer é um filme do final da década de 70, porém, tão atemporal que até assusta quando encontramos diversas analogias aos dias de hoje. Um retrato comovente de uma família que abruptamente é desfeita levando a uma batalha nada sensível no tribunal pela custódia de do filho de 8 anos. Um filme sobre os valores da família e as lições que o amor pode nos dar. Vencedor de 5 Oscars.


Na trama, conhecemos o casal Ted (Dustin Hoffman) e Joanna (Meryl Streep) pais do pequeno Billy que de um dia para noite, a segunda resolve ir embora abandonando sua família durante meses sem nunca entrar em contato. Assim, durante esse complicado período, Ted, um profissional da arte das criações publicitárias, em busca de altos cargos, precisará lidar com o fato de ter que criar o filho sozinho. Cada dia acaba se tornando um grande aprendizado até o momento onde Joanna de repente volta e entrando na justiça pela guarda de Billy.


Há muitos pontos a se analisar nessa grande obra. O papel do pai, a quebra de hipocrisia nas questões legais e nas informações sobre a guarda, dentro da tendência dos tribunais em dar a guarda para as mães. O filme mostra Joanna como a grande vilã da história mesmo que através dos olhos conscientes de Ted entendamos que o abandono dela fora uma junção de situações que vamos deduzindo aos poucos pois o abre alas já é com ela indo embora.  

O filme se constrói pela ótica do pai esforçado que precisa entender as rotinas diárias de seu filho e o que acabando o levando a uma transformação que influencia seu emprego e de certo modo a visão que ele tem do mundo. É um trabalho emocionante do excelente elenco em um tema tão bom de sentar e discutir.