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Crítica do filme: 'Sem Remorso'


Cinema ou vídeo game? Lançado dias atrás no Streaming da Amazon, Sem Remorso, baseado em uma obra do conhecido historiador e escritor Tom Clacy (aficionado por enredos que envolvem espionagem antes ou depois da Guerra Fria), busca ser um profundo drama ligado à vingança mas não rompe as barreiras do superficial, talvez por querer preencher a todo instante a ação envolta por arcos emocionais do seu protagonista interpretado pelo bom ator Michael B. Jordan. Há tantos filmes feitos na eterna e parece até inesquecível batalha entre Rússia e Estados Unidos que para buscar algum diferencial dentro desse contexto, um filme precisa chegar com algum tipo de originalidade que infelizmente não encontramos aqui. Os arcos parecem definidos como se fossem fases de um enredo de vídeo game em 1ª pessoa, daqueles onde os coadjuvantes não existem e o único objetivo é saber como o personagem sairá vivo de enrascadas explosivas, diplomáticas.


Na trama, conhecemos John Kelly (Michael B. Jordan) um dos melhores soldados do exército norte-americano que durante uma missão turbulenta que envolveu confronto com mercenários russos volta para casa e tem seu mundo virado do avesso quando assassinam sua esposa que estava grávida e também outros soldados que participaram da tal missão. Buscando vingança a todo instante, parte rumo a entender os motivos dos ataques através do contato da CIA Robert Ritter (Jamie Bell), do Secretário de Governo Clay (Guy Pearce), contando também com a ajuda da amiga e chefe de sua ex-equipe a capitã Greer (Jodie Turner-Smith).


Uma coisa que incomoda bastante é a falta de preenchimento de tempo de tela para as subtramas dos coadjuvantes, super necessária dentro de enredos que buscam ser dinâmicos, explosivos, com alta carga de emoções mas que existem motivações por trás. Em falar nas linhas do roteiro, em muitos momentos parece corrido como se informações necessárias para o entendimento completo dos porquês e razões ficassem abandonados pelo caminho buscando com isso compor seus clímaxs apenas com tiro, porrada e bomba.


Quando esquece a parte dramática e parte para somente a ação, o filme acaba se desenvolvendo melhor e devolve nossa atenção (para quem ainda não dormiu). Há boas coreografias nas cenas de luta, buscamos assim entender melhor o personagem que tem apenas um único objetivo que é executar sua vingança custe ao que custar (já vimos muitos filmes assim não?). Muita ação e pouca história, um vídeo game filmado.

 

 

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