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Crítica do filme: 'L.O.C.A'


Sonolento roteiro que busca respostas sobre relacionamentos. Disponível no catálogo do Streaming do Telecine, o longa-metragem brasileiro L.O.C.A. aborda a questão do amar demais, dos relacionamentos e suas complicações por meio de uma avenida cômica ligado à força feminina. Há questões no roteiro, achar os pontos de interseção até não é difícil mas os arcos são muito mal definidos mesmo que com uma grande lupa compreensiva enxergamos lapsos na gangorra da queda/ascensão nas três linhas de personagens que acompanhamos. O humor como forma de reflexão sempre é louvável mas doses exageradas acabam limitando bastante o público-alvo que poderia ser bem mais amplo. O projeto é dirigido pela cineasta Claudia Jouvin e tem no elenco nomes como: Mariana Ximenes, Débora Lamm, Fábio Assunção, Cris Vianna, Roberta Rodrigues, Luis Miranda e Érico Brás.


Na trama, conhecemos a jornalista Manuela (Mariana Ximenes), uma jovem que encontra certa dificuldade para emplacar pautas em seu trabalho em uma revista não muito badalada. No campo amoroso, ela está em uma situação de dúvida, pois tem um relacionamento com seu professor (Fábio Assunção) mas ele parece não querer assumir a relação para todos. Certo dia, ela acaba sendo guiada para uma pauta conhecendo Elena (Débora Lamm) e a mesma sugere que ela vá até a reunião da LOCA, a Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor. Assim, Manuela inclusive consegue emplacar uma pauta para falar sobre essas reuniões e situações que passam as mulheres que procuram o LOCA e nos encontros conhece também Rebeca (Roberta Rodrigues). As três buscarão forças para saírem de seus respectivos problemas, talvez, por amarem demais pessoas que não merecem todo esse sentimento.


Em menos de 85 minutos de projeção, acompanhamos essas três estradas de vida, três mulheres de forte personalidade que de formas diferentes enfrentam relacionamentos que de alguma forma já não estão mais fazendo bem a elas. E nesse caso, o que fazer né? As situações que assistimos, muitas delas inconsequentes, exageradas e puxadas para as licenças poéticas de alguma forma geram suas reflexões. Quando sai da comédia e entra no drama, o filme encontra problemas pois a essência de comédia escrachada está em todo lugar, deixando reflexões mais críticas com lacunas sem preenchimento.


No final, já nos créditos, com o elenco cantando Loka, música das ótimas artistas de nosso mercado musical, Simone & Simaria, encontramos um bom paralelo entre a canção e o que enxergamos de reflexão no filme. No mais, L.O.C.A. é um filme que não deve perdurar em nossas memórias cinéfilas por muito tempo mas não deixem de tirar suas próprias conclusões indo assistir ao filme.

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