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Crítica do filme: 'Assalto ao Banco da Espanha'


O que fazer com o desejo de aventura, no se arriscar ao não necessário? Até onde pode ir a paixão por um objetivo? Disponível no ótimo catálogo do Telecine Play, Assalto ao Banco da Espanha fala sobre engenharia, espionagem, planos mirabolantes e um líder com um sonho que molda sua vida de riquezas como o curioso objetivo de ir atrás de um tesouro perdido. O roteiro encosta na comparação quase óbvia com La Casa de Papel mas suas reflexões chegam por pontos diferentes. Dirigido por Jaume Balagueró, cineasta espanhol responsável pelos excelentes [Rec] e Enquanto Você Dorme, o projeto reúne excelentes atores em cena, como: Astrid Bergès-Frisbey, Jose Coronado, Luis Tosar, Sam Riley, Freddie Highmore e Liam Cunningham.


Na trama, conhecemos o caçador de tesouros, o milionário Walter (Liam Cunningham), um homem que reúne equipes pelo mundo em busca de tesouros e mais especificamente um em especial que lhe fora tomado pelas autoridades espanholas em alto mar deixando esse objeto preso no Banco da Espanha, um dos lugares mais seguros de toda a Europa. Walter descobre uma maneira de entrar no local mas precisará de um brilhante engenheiro para conseguir decifrar alguns enigmas sobre como é feita a segurança no local, assim chega ao nome de Thom (Freddie Highmore) um brilhante estudante de Cambridge que fica de cara fascinado em ser peça fundamental no plano e na equipe de Walter.


O filme tem uma pegada de Missão Impossível, A Lenda do Tesouro Perdido, La Casa del Papel, mas navega na possibilidade de buscar sua própria personalidade/originalidade muito por conta dos objetivos que são bem variados e compõe as trajetórias dos personagens. A questão da lealdade, do espírito de equipe é colocada à prova a toda instante, principalmente quando percebemos a adição de questões políticas, até mesmo de serviços secretos e espionagens deixando interpretações das mais variadas nos pontos reflexivos, principalmente, quando o roteiro chega na profundidade.


Em alguns momentos o clichê toma conta mas não deixa de divertir, de entreter, seu dinamismo é um dos pontos altos mesmo que partes dramáticas sejam vistas apenas como pontos superficiais de personalidades variadas. Algumas subtramas se destacam outras nem tanto. Há muito talento em cena e a direção é competente. Para quem curte filmes de ação, Assalto ao Banco da Espanha pode agradar bastante.

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