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Crítica do filme: 'Lola e seus Irmãos'


Os reflexos de toda família. Buscando encontrar na ficção respingos na realidade de muitas famílias, em Lola e seus Irmãos, de maneira leve e até certo ponto descontraída, vamos acompanhando alguns meses na vida de três irmãos que são completamente diferentes um do outro e passam por diferentes conflitos. Dirigido e roteirizado por Jean-Paul Rouve (que também atua no filme) o longa-metragem, que estreia no início de julho nos cinemas brasileiros, é um passeio por situações com resoluções simplistas, sem aprofundamento. Há um certo carisma nesses personagens organizados dentro de um roteiro eficaz, que faz muito sentido no seu arco conclusivo mas sem perder o rótulo água com açúcar (aqui no bom sentido tá?!), no sentido de ingênuo mesmo.


Na trama, conhecemos os três irmãos integrantes da família Esnart. Lola (Ludivine Sagnier), uma advogada, solteira, que encontra um novo amor em um cliente recém divorciado. Pierre (Jose Garcia), um especialista em demolição, estressado, consumido pelo trabalho, funcionário de uma grande empresa, que acaba sofrendo as consequências após um grave erro da empresa na análise de uma demolição que acaba atingindo um prédio num lugar próximo. Temos também o optometrista chamado Benoît (Jean-Paul Rouve), recém casado, que é surpreendido com a gravidez da esposa. Os irmãos, que sempre se reúnem em um dia no início do mês para visitar os túmulos dos pais em um cemitério na cidade, precisarão da ajuda um do outro para as escolhas que virão em seus cotidianos.


Há um desenvolvimento da trama de forma a analisarmos individualmente os conflitos com pontos de interseções constantes, com o objetivo de mostrar esses embates de argumentos sobre as particularidades de cada um deles. Lola e as situações de início de relacionamento, Pierre com muitos problemas no campo profissional, Benoît e as inseguranças com a gravidez da esposa. Se objetivo era mostrar a desconstrução de cada um deles, num primeiro momento Pierre é o que mais chega perto disso, sua subtrama prende a atenção.


A dramédia explora no caminho da conclusão ramificações dos conflitos que quando acontecem a personagem Lola ganha muito sentido dentro da trama. Pelos seus novos conflitos, dentro de um drama que passa, percebemos e refletimos melhor sobre o elo construtor dessa história: a relação entre pais e filhos.   

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