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Crítica do filme: 'Noite Infeliz'


A importância do acreditar. Dirigido pelo cineasta norueguês Tommy Wirkola, Noite Infeliz é um filme que te conquista rapidamente com uma trama que nada mais é que um recorte debochado, sangrento e eletrizante do espírito natalino. A narrativa é em grande parte imersa em uma comédia escrachada, repleta de situações bizarras que busca alguma profundidade em subtramas ligadas aos problemas de relacionamentos que existem em qualquer família. No papel principal o ótimo David Harbour.


Na trama, conhecemos o verdadeiro Papai Noel (David Harbour) que aqui nesse projeto é um beberrão, desacreditado, desanimado na data onde é mais lembrado, pensando inclusive em se aposentar. Durante sua rotina intensa durante o natal, acaba chegando na casa da família de Trudy (Leah Brady), uma criança que ainda acredita no Papai Noel e vive dias difíceis com seus pais à beira da separação. Quando um grupo de criminosos resolve assaltar a casa da família dela justo no natal, Papai Noel fará de tudo para proteger Trudy e toda sua família.


Sangrento e violento em sua essência, o longa-metragem, lançado em dezembro de 2022 nos Estados Unidos, no Brasil em sequência, já faturou até o momento mais de 70 milhões de dólares em bilheteria pelo mundo. A ótima sacada do roteiro, que busca como pretensão apenas fazer rir com seus absurdos, é surfar em cima de uma releitura fantasiosa e depressiva sobre uma época marcada pela união e esperança. Há incluso nesse contexto uma subtrama que gira em torno de uma família milionária e bastante distante em suas relações com um maior foco em um pai tentando voltar com a esposa na noite de natal.


Noite Infeliz cumpre seu objetivo que é chocar e fazer os espectadores se divertirem. O projeto com toda certeza será lembrado nos próximos anos nas famosas listas sobre filmes de natal que dominam posts de quem produz conteúdos sobre cinema nas redes sociais.



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