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Crítica do filme: 'O Mochileiro Kai: Herói ou Assassino?'


As dúvidas e conflitos sobre um inusitado acontecimento que dividiu a opinião pública. Lançado em janeiro de 2023 na Netflix, o documentário O Mochileiro Kai: Herói ou Assassino nos apresenta um recorte cheio de variáveis de um mochileiro sem teto, nômade, que sobrevive de estado em estado através da bondade dos que encontra pelo caminho, que no primeiro dia de fevereiro de 2013, em Fresno, na Califórnia, empunhando uma machadinha, salva uma mulher de um maluco e logo vira celebridade nos Estados Unidos. Ao longo do tempo, a partir dessa situação outras facetas da nova celebridade não demoram para aparecer.


O projeto busca seguir uma lógica de narrativa onde a lineariedade é o foco, mostrando cronologicamente os passos desse jovem com graves problemas psicológicos, primeiro através de um repórter da KMPH News que acabou sendo o primeiro a entrevistá-lo, inclusive criando um vínculo de empatia com ele. Mas logo Kai vira uma celebridade da era digital, ganhando reacts, comentários em todas as redes sociais do momento além de ser pauta em programas que adoram explorar o sensacionalismo. Nesse momento outros personagens entram na história quando ele vira notícia. Seguindo na linha do tempo, uma outra situação acontece, uma terrível assassinato de uma pessoa que o ajudou num noite anterior ao crime, transformando o protagonista dessa história no principal suspeito.


A partir do momento onde Kai vai de herói a vilão muitas perguntas ficam no ar: Será ele um barril de pólvoras prestes a explodir? Há alguma culpa da mídia nessa exposição de sua história? E a família dele, o que pensam sobre isso? Logo entendemos que a trajetória de Kai já como celebridade num mundo pulsante das redes sociais vira um caso conflitante de opinião pública que levantam questões para reflexões dos espectadores.



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