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Crítica do filme: 'Pânico 6'


A fórmula que busca novidades mas vai se tornando cada vez mais entediante. Não há como negar que a franquia Pânico mudou o olhar do público em relação a filmes de terror deixando no posto de primeiro lugar os famosos filmes slasher. Desde meados da década de 90 vamos acompanhando mentes sombrias, em meio a marcantes metalinguagens, que colocam uma máscara e correm atrás de personagens sobreviventes de filmes anteriores. Nesse sexto filme de Pânico o roteiro se esforça em criar elos com outro filmes da franquia, mais uma marca de cada uma das sequências, mas o que chama a atenção no projeto dirigido pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett é o tom da violência, dessa vez somos testemunhas de um caótico cenário com sangue por todos os lados. Mesmo com um roteiro arrastado a produção não perde seu brilho.


Nesse primeiro filme da saga rodado todo fora dos Estados Unidos (as locações foram no Canadá), acompanhamos as irmãs Samantha (Melissa Barrera) e Tara (Jenna Ortega) e mais sobreviventes do último filme que resolvem se mudar de vez cidadezinha de Woodsboro para a badalada Nova Iorque em busca de paz. Só que obviamente isso não acontece e algum maluco com a máscara do ghostface volta a aterrorizar o grupo e dessa vez muito mais violento e com requintes de crueldade. Assim, o grupo de amigos se unem a novos rostos em busca da verdadeira identidade de mais esse assassino.


Tem reviravolta? Tem! Tem surpresas sobre quem é o assassino (ou assassinos)? Tem! Buscando serem mais criativos sem perder a essência da franquia, os roteiristas James Vanderbilt e Guy Busick transportam as ações para uma grande cidade onde a tecnologia instantânea está em todos os cantos, onde o ghostface se tornou preferência em época de halloween, onde a violência é mais impactante. Como em outras vezes, os motivos da vilania ditam o tom das ameaças e perseguições. Chama a atenção, como já mencionado, a extrema violência dentro do Modus operandi de quem usa a famosa máscara, até arma de fogo é manipulada. O clima de tensão é constante, a narrativa busca seu dinamismo nas reviravoltas, nas novas informações, mesmo que nessa página da franquia a obviedade ganhe um bom espaço.


A franquia busca aprender a seguir em frente sem seu principal rosto conhecido do público faz mais de 25 anos, a atriz canadense Neve Campbell que de acordo com informações contidas na ficha do filme no IMDB a causa da não presença dela nesse sexto filme foi devido a uma disputa salarial com a Paramount. Com Campbell ou não, a saga dos heróis contra os psicopatas que aparecem pelo caminho utilizando aquela famosa máscara segue em frente buscando novidades, tropeçando na obviedade, mas sem perder sua essência.



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