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Crítica do filme: 'Uma Doce Revolução'


A revolução que está em todos nós. Escrito e dirigido por S.E. DeRose, atualmente disponível na catálogo da Prime Video, Uma Doce Revolução nos leva a um recorte do início da década de 60, aos olhos de uma mulher que de alguma forma inspira um detalhe importante na legislação de direitos civis norte-americano quando uma palavra foi incluída na lei: gênero. Baseado em fatos reais, o roteiro navega nesse instante de mudanças em um Estados Unidos segregado e repleto de preconceitos por todos os lados.


Na trama, conhecemos Grace Gordon (Anna Friel), uma mulher que vê sua vida de luxo, com os pés na futilidade, se perder na falta de dinheiro após retornar a sua cidade natal depois de se separar do segundo marido. Com o falecimento do pai, que era um juiz respeitado, vai atrás de um emprego e percorre o machismo e preconceito da época. Aos poucos começa a se reaproximar de um antigo conhecido, um congressista (Kelsey Grammer) ligado à legislação da nova lei dos direitos civis.


Em uma época de luta pelos direitos iguais, onde o preconceito racial ganhava fortes manifestações por toda a maior potência do mundo, acompanhamos a visão de uma mulher que acaba virando um importante alicerce na luta pela independência feminina. Mas o roteiro não coloca apenas esse ponto de vista. Através de Walter (Aml Ameen), Jubilee (Pauline Dyer) e Mattie (Starletta DuPois) temos a visão dos negros em uma época de forte segregação racial, toda a luta, sofrimentos e preconceitos vividos em uma época de oportunidades desiguais.


A narrativa busca refletir bastante sobre os conflitos desses tempos, inserindo um romance com o fator político, fato que transforma o congressista em um alicerce importante por conta da sua maneira de enxergar o mundo ao seu redor. A forte trajetória da emancipação feminina aqui é ligada ao empreendimento, conclusão que consolida a independência mesmo com o machismo reinando. Uma Doce Revolução é atemporal, nos mostra um pequeno recorte de uma época de conquistas mesmo que no presente a luta nunca termine.



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