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Crítica do filme: 'Resistência'


O criador e a criatura num tabuleiro de war! Uma das gratas surpresas quando pensamos em filmes de ficção científica no ano de 2023 é sem dúvidas, Resistência. Projeto escrito e dirigido pelo britânico Gareth Edwards que a partir de uma engenhosa distopia, com camadas dramáticas focadas na luta da humanidade contra robores de sua própria criação e a busca de um homem por respostas sobre sua esposa, reflete sobre os avanços descontrolados da tecnologia. Além disso, teorias geopolíticas e a presença de um militarismo que gruda na mente de uma sociedade com cada vez menos vontade de entender o mundo ao seu redor, nos levam para uma narrativa dividida em atos bem definidos e complementares, se tornando um dos mais interessantes longas-metragens de ficção científica dos últimos tempos.

Na trama, numa distopia futurística onde, após uma enorme tragédia, o ocidente trava uma guerra contra a inteligência artificial. Nesse contexto, conhecemos Joshua (John David Washington), um soldado que após um enorme trauma envolvendo sua esposa no seu passado, é chamado de volta para a ação com o objetivo de encontrar e eliminar um inteligente e desconhecido arquiteto que possui em suas experiências o projeto de uma arma poderosa.

O avanço descontrolado da inteligência artificial, ambientado logo ali em 2065, é um ponto importante, pode ser visto até como a base da história, mas o conjunto de ideias que forma seu discurso é bastante amplo, transformando o detalhe em um elemento importante para a narrativa que se desenrola de forma sublime criando sua realidade criativa baseada no ótimo roteiro. Resistência nos joga em um tabuleiro geopolítico com novidades, como uma nova Ásia, além de: embarques lunares, doação da aparência, o sempre temido militarismo, ideias e mais ideias que vão de encontro ao epicentro do principal conflito do seu protagonista, um homem em busca de respostas sobre sua esposa.

Como uma empolgante trilha sonora assinada pelo genial Hans Zimmer, Resistência é uma história que nunca fica desinteressante. O olhar atento do espectador vai captar reflexões sobre muitas questões que se misturam em uma ação desenfreada e com um arco dramático em total ascensão focado em um protagonista que se alimenta de suas incertezas.


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