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Crítica do filme: 'Paterno'


Produzido especialmente para a Tv com o selo de qualidade da HBO, o trabalho da lenda Al Pacino, Paterno, explora um drama da vida real que abalou a estrutura dos esportes universitários norte-americ anos um par de décadas atrás. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos montando um grande quebra-cabeça através do olhar de todos que viveram perto de Paterno esse grande escândalo que até hoje gera polêmicas versões.

Na trama, conhecemos o veterano e super vencedor treinador da equipe de Futebol Americano da Universidade de Penn State Joe Paterno (Al Pacino), um homem adorado por toda sua comunidade que viu seu legado desmoronar quando denúncias sobre um assédio sexual a jovens jogadores da equipe, feita por um dos integrantes de sua equipe, levaram o aclamado coach a um mar de pressão culminando em sua demissão.

O filme explora com muita eficácia a visão e drama da família do protagonista sobre o ocorrido, o caos psicológico que Paterno atravessa por estar em conflito sobre todas as decisões que poderia ter tomado para conter os assédios, as manobras políticas da universidade que trabalha para encontrar os culpados e limpar o nome da faculdade de alguma forma, o aprofundamento da mídia aos olhos de uma jovem repórter em busca das verdades sobre o caso e o sofrimento dos jovens agredidos e suas respectivas famílias.

É um caso de vida real que chocou os Estados Unidos. Paterno mandava e desmandava em todo o staff e equipe que comandava. O longa-metragem da a entender em diversos momentos que o treinador tinha sido avisado sobre as primeiras denúncias mas parece que não se importou pois na cabeça dele o vencer dos jogos ocupava todas as camadas de seus pensamentos, dia e noite.

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